Investidores estrangeiros impulsionam giro financeiro e valorização da bolsa brasileira em 2026

Investimento estrangeiro impulsiona Ibovespa! Fluxos recordes em 2026 atraem capital e revisam alocação global. Setores como varejo e Vale se destacam.

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(Imagem de reprodução da internet).

A entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira já havia sido crucial para o crescimento do Ibovespa, mesmo com taxas de juros elevadas, em torno de 15%. Anteriormente, esses fluxos eram intermitentes, resultando em volumes de negócios limitados.

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No entanto, em 2026, o investimento estrangeiro não apenas está auxiliando a bolsa brasileira, mas também impulsionando o giro financeiro dos negócios.

Para a Encore Asset, gestora de ações com 80% do capital administrado originário do exterior, a mudança é evidente: o fluxo estrangeiro deixou de ser uma movimentação passageira. A situação representa uma revisão global na alocação de capital, motivada por transformações estruturais no mercado internacional.

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Durante aproximadamente 15 anos, investidores globais concentraram seus recursos nos Estados Unidos, impulsionados por histórias de crescimento, taxas de juros baixas e o avanço da inteligência artificial. Essa dinâmica está sendo questionada.

Fatores que impulsionam essa mudança incluem o aumento dos preços dos ativos nos EUA, com múltiplos historicamente altos. A China também está reduzindo a distância tecnológica, e a incerteza política americana, com o retorno de Donald Trump, adiciona instabilidade.

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O investidor não aprecia esse cenário.

A lógica da realocação de capital também é influenciada por fatores técnicos. O mercado americano é comparado a uma piscina olímpica, enquanto o Brasil é um balde. A retirada de capital de uma piscina para o Brasil gera um impacto significativo nos preços.

O cenário internacional favorece uma economia global aquecida, conforme analistas chamam, e uma menor busca pelo dólar, incentivando a diversificação para mercados emergentes. O Brasil se destaca nesse contexto, com ativos ainda subvalorizados, apesar de muitos atingirem patamares recordes de preço.

O país está atrasado na recuperação de preços, o que cria potencial de valorização. O primeiro estágio do movimento é marcado pela entrada de investidores via índices, como o ETF EWZ, que inclui empresas como Vale, Petrobras e grandes bancos.

Em seguida, ocorre o “stock picking”, onde investidores selecionam ações individuais, avaliando o valuation de cada uma.

Ativos ainda baratos: Apesar da alta recente da bolsa, boa parte dos ativos brasileiros permanece descontada. Setores como varejo e empresas domésticas, como Localiza e Smart Fit, apresentam valuations atrativos. Empresas exportadoras de commodities, como a Vale, estão se aproximando de uma precificação justa.

Juros, não eleição: O que realmente move o investidor estrangeiro é a queda dos juros. A situação é que o Brasil está saindo do maior patamar de juros reais das últimas duas décadas, o que aumenta a atratividade das ações locais, especialmente de setores ligados à economia interna.

Esse ciclo de investimento pode durar anos, com fundamentos favoráveis ao Brasil.

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