A recente ação militar contra a Venezuela representa uma ofensiva para fortalecer a extrema-direita em escala transnacional na América Latina. A análise é da professora Clarissa Nascimento Forner, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
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A professora destaca que a aproximação de governos com posições de extrema-direita se alinha a um projeto do governo Trump na região.
Ameaça à Oposição
Observa-se também uma clara tentativa de pressionar governos que se opõem a essas ideologias de extrema-direita. Essa estratégia visa fortalecer redes transnacionais de extrema-direita, com o objetivo de consolidar o poder e enfraquecer potenciais opositores.
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Intervenção e Instabilidade Regional
A ação demonstra o papel dos Estados Unidos como um fator de instabilidade na região e no mundo. Em relação à Venezuela, a tendência é de um cenário de instabilidade interna, que dificilmente seria resolvido por intervenções ou administração militar por parte dos EUA, conforme mencionado por Donald Trump em uma coletiva de imprensa.
Críticas e Implicações
A ação é vista por especialistas como uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo venezuelano, um dos países com maiores reservas de óleo do mundo.
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A oferta de uma recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre Maduro também é um ponto de crítica.
Contexto Histórico e Implicações Futuras
A intervenção venezuelana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última invasão dos EUA a um país latino-americano ocorreu em 1989, no Panamá, com o sequestro do então presidente Manuel Noriega, sob a acusação de tráfico de drogas.
