Intenções de Voto no Paraná: Ex-Deputado lidera pesquisa, mas TSE gera dúvidas!

Ex-Deputado lidera pesquisa no Paraná com 28,2% dos votos, mas inelegibilidade do TSE gera polêmica! Saiba os detalhes e o que muda em 2026.

16/04/2026 19:54

3 min

Intenções de Voto no Paraná: Ex-Deputado lidera pesquisa, mas TSE gera dúvidas!
(Imagem de reprodução da internet).

Intenções de Voto no Paraná: Ex-Deputado Lidera Pesquisa, Mas Enfrenta Questões de Elegibilidade

Em um levantamento recente, o ex-deputado federal registrou 28,2% das intenções de voto na disputa pelo Senado no Paraná, segundo dados divulgados em 13 de abril de 2026. Contudo, sua trajetória eleitoral permanece sob a sombra de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Em maio de 2023, o TSE cassou, por unanimidade, seu registro de candidatura à Câmara. Essa determinação o tornou inelegível até o ano de 2030, um fator que acompanha sua participação política.

Detalhes da Pesquisa Eleitoral

O estudo, realizado pela Paraná Pesquisas, entrevistou um total de 1.500 pessoas em 56 municípios da região. A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 12 de abril de 2026.

Os resultados apresentados possuem uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais, o que significa que os valores podem variar para mais ou para menos. O grau de confiança estabelecido para a pesquisa é de 95%. O levantamento está devidamente registrado no TSE sob o número PR-06559/2026.

Contexto da Liderança na Pesquisa

Segundo a empresa responsável, o custo total do estudo foi de R$ 135.025, e o pagamento foi efetuado pelo Partido Liberal. Em primeiro lugar na pesquisa, figura o ex-senador do MDB, com um percentual de 44,5%.

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O Entendimento da Inelegibilidade

A decisão de inelegibilidade foi consolidada após o TSE reverter um entendimento anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Na ocasião, o TRE-PR havia permitido sua candidatura em 2022.

O tribunal regional havia concluído que o ex-deputado pediu exoneração — termo usado para desligamentos do serviço público — como procurador da República, visando evitar possíveis sanções. Para a Corte, essa saída impediu o avanço de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no CNMP.

Divergência de Interpretação Jurídica

Para um especialista, o caso ilustra a diferença de interpretação entre o TRE-PR e o TSE. O TSE considerou o contexto geral ao avaliar se a exoneração foi usada para burlar punições.

O ministro Benedito Gonçalves, relator do caso, considerou cinco elementos ao concluir que houve antecipação da exoneração para contornar punições. Entre eles, destacaram-se:

  • Deltan já possuía duas sanções disciplinares no CNMP (advertência e censura).
  • Havia 15 procedimentos administrativos em andamento contra ele no conselho.
  • O procurador Diogo Castor de Mattos, que atuou com ele na Lava Jato, foi demitido pelo CNMP em outubro de 2021.
  • O pedido de exoneração ocorreu 16 dias após esse episódio.
  • A saída aconteceu 11 meses antes da eleição de 2022, sendo que o afastamento dos membros do Ministério Público era necessário apenas seis meses antes do pleito.

Conclusão sobre o Julgamento

Para um advogado que acompanhou a ação que resultou na cassação, o julgamento de 2023 reforçou a tese de que a exoneração foi um meio para evitar o prosseguimento de apurações disciplinares no CNMP. A decisão do TSE não se baseou em um único evento, mas sim em um conjunto de fatores analisados pela Corte.

Esses elementos incluíram os procedimentos em tramitação, as sanções já aplicadas e o recebimento, dias antes da exoneração, de uma sindicância com recomendação de abertura de PAD.

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