IA gera “workslop” e custa caro! Estudo da Stanford e BetterUp aponta prejuízo de US$ 9M em empresas. Saiba como mitigar o problema.
A inteligência artificial, frequentemente vista como um motor de eficiência, pode estar gerando um efeito inesperado no ambiente corporativo. Um estudo recente, conduzido pela Universidade Stanford em colaboração com a plataforma de coaching BetterUp, destaca o surgimento do termo “workslop“, que descreve o conteúdo de trabalho gerado por IA que, apesar de parecer útil, não entrega valor real.
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A pesquisa analisou a experiência de mais de mil profissionais nos Estados Unidos.
Os resultados revelaram que 40% dos entrevistados receberam algum tipo de workslop no mês anterior. Além do incômodo, essa situação representa um prejuízo financeiro e operacional significativo. Em média, os profissionais dedicam quase duas horas para tentar solucionar os problemas decorrentes de cada episódio de workslop, gerando um custo médio de US$ 186 por mês por colaborador.
Em uma empresa com 10 mil funcionários, esse custo pode ultrapassar os US$ 9 milhões anualmente, devido à perda de produtividade.
O estudo de Stanford e da BetterUp propõe três soluções para lidar com essa situação. Primeiramente, as empresas devem oferecer treinamento específico sobre inteligência artificial, visando que os colaboradores compreendam os limites e as melhores práticas da tecnologia, diminuindo a dependência excessiva.
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Em segundo lugar, a revisão humana é essencial para qualquer entrega feita com o apoio de IA, garantindo que a automação não substitua o discernimento profissional. Por fim, é crucial criar uma cultura de feedback constante sobre a qualidade do trabalho entregue, identificando e corrigindo erros para aprimorar o uso das ferramentas ao longo do tempo.
O avanço das tecnologias generativas exige que profissionais de todas as áreas adotem uma nova postura: a de supervisores atentos do conteúdo produzido por máquinas. A inteligência artificial pode ser uma aliada poderosa, desde que seu uso seja criterioso e orientado por objetivos claros.
No cenário atual, em que as empresas buscam otimizar a produtividade e eliminar gargalos, aqueles que dominam o uso responsável da inteligência artificial tendem a ocupar posições de liderança e são considerados ativos estratégicos.
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