Desafios da Inteligência Artificial no Processo Eleitoral
O chefe da seção de Defesa Cibernética do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marcelo Carneiro, afirmou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que a Justiça Eleitoral ainda não possui “procedimentos bem estabelecidos” para lidar com o uso da inteligência artificial no contexto do processo eleitoral.
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A declaração foi feita durante o “Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação”, organizado pela Corte.
Carneiro destacou que a tecnologia é relativamente nova e apresenta desafios técnicos significativos, especialmente na identificação de conteúdos falsos gerados por vídeos produzidos com inteligência artificial. Ele ressaltou a dificuldade em distinguir informações verdadeiras de falsas, dada a crescente sofisticação das ferramentas de criação de conteúdo.
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Cooperação com Empresas de Tecnologia
O diretor enfatizou a necessidade de cooperação com empresas de tecnologia, citando exemplos como a OpenAI. Segundo ele, essa colaboração é crucial para aprimorar a precisão na identificação de desinformação, visto que o cenário se torna cada vez mais complexo.
Ações da Polícia Federal e Volume de Fake News
Otávio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, comentou sobre a evolução dos ataques à honra no ambiente digital. Ele afirmou que esses ataques, antes realizados por indivíduos amadores, agora possuem um potencial devastador para campanhas eleitorais, devido à produção de vídeos e imagens falsas altamente realistas.
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Dados sobre Comunicações e Investigações
Russo informou que, nas últimas eleições, a Polícia Federal recebeu cerca de 5.250 comunicações relacionadas a ataques a candidatos e notícias falsas. Destes, 42 resultaram em investigações formais após uma triagem técnica.
