Instituto Aponta Risco de Perda Muscular em Idosos

O estudo, divulgado nesta quarta – feira, 21 de maio de 2026, aponta para um risco significativo de deterioração muscular em idosos. A pesquisa, conduzida pelo Instituto de Geriatria e Longevidade, em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais, revelou que alterações no padrão de sono podem acelerar a perda de massa muscular e comprometer a mobilidade.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo o Dr. Ricardo Almeida, geriatra e principal autor do estudo, “a irregularidade do sono em idosos é um fator de risco crucial para a sarcopenia, a perda de massa muscular relacionada à idade. A falta de descanso adequado impacta diretamente na capacidade de realizar atividades diárias com segurança”.
O estudo envolveu 250 pacientes acima de 65 anos, acompanhados por um período de 12 meses.
Impactos da Alteração do Sono
A pesquisa demonstrou que indivíduos com padrões de sono significativamente diferentes do normal apresentaram uma redução média de 15% na força muscular e um aumento de 8% na perda de massa muscular em comparação com um grupo controle que mantinha um sono regular.
Essa degradação dos tecidos musculares, segundo os pesquisadores, dificulta a locomoção e aumenta o risco de quedas.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“É fundamental ressaltar que o sono não é apenas um período de descanso, mas um processo fisiológico essencial para a reparação e manutenção dos tecidos corporais”, explica a Dra. Ana Paula Silva, especialista em sono e membro da equipe de pesquisa. “A privação do sono, ou o sono excessivo, desregula essa função e contribui para o enfraquecimento muscular”.
Recomendações e Próximos Passos
Antes de implementar qualquer mudança na rotina de sono de um idoso, os pesquisadores enfatizam a importância de consultar um médico, preferencialmente um geriatra. A avaliação médica é crucial para identificar possíveis causas subjacentes à alteração do sono, como distúrbios hormonais ou doenças neurológicas.
Além da consulta médica, a equipe recomenda manter o corpo ativo com atividades físicas leves, como caminhadas e exposição à luz natural, que auxiliam na regulação do sono e na preservação da mobilidade. O sono de qualidade, segundo os especialistas, é mais importante do que a quantidade de horas dormidas.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


