Instituto Aponta Risco de Perda Muscular em Idosos

Instituto identifica risco de perda muscular em idosos com alterações no sono, alertando para impacto na mobilidade.

30/06/2026 07:38

2 min

Por que idosos não devem dormir demais? A resposta é simples, segundo os médicos | Imagem: Shutterstock
Por que idosos não devem dormir demais? A resposta é simples, se...

O estudo, divulgado nesta quarta – feira, 21 de maio de 2026, aponta para um risco significativo de deterioração muscular em idosos. A pesquisa, conduzida pelo Instituto de Geriatria e Longevidade, em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais, revelou que alterações no padrão de sono podem acelerar a perda de massa muscular e comprometer a mobilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Dr. Ricardo Almeida, geriatra e principal autor do estudo, “a irregularidade do sono em idosos é um fator de risco crucial para a sarcopenia, a perda de massa muscular relacionada à idade. A falta de descanso adequado impacta diretamente na capacidade de realizar atividades diárias com segurança”.

O estudo envolveu 250 pacientes acima de 65 anos, acompanhados por um período de 12 meses.

Impactos da Alteração do Sono

A pesquisa demonstrou que indivíduos com padrões de sono significativamente diferentes do normal apresentaram uma redução média de 15% na força muscular e um aumento de 8% na perda de massa muscular em comparação com um grupo controle que mantinha um sono regular.

Essa degradação dos tecidos musculares, segundo os pesquisadores, dificulta a locomoção e aumenta o risco de quedas.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É fundamental ressaltar que o sono não é apenas um período de descanso, mas um processo fisiológico essencial para a reparação e manutenção dos tecidos corporais”, explica a Dra. Ana Paula Silva, especialista em sono e membro da equipe de pesquisa. “A privação do sono, ou o sono excessivo, desregula essa função e contribui para o enfraquecimento muscular”.

Recomendações e Próximos Passos

Antes de implementar qualquer mudança na rotina de sono de um idoso, os pesquisadores enfatizam a importância de consultar um médico, preferencialmente um geriatra. A avaliação médica é crucial para identificar possíveis causas subjacentes à alteração do sono, como distúrbios hormonais ou doenças neurológicas.

Além da consulta médica, a equipe recomenda manter o corpo ativo com atividades físicas leves, como caminhadas e exposição à luz natural, que auxiliam na regulação do sono e na preservação da mobilidade. O sono de qualidade, segundo os especialistas, é mais importante do que a quantidade de horas dormidas.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!