Muitos brasileiros acreditam que o valor da aposentadoria é uma decisão exclusiva do INSS, mas a verdade é que o trabalhador tem ferramentas legais para aumentar o valor do benefício futuro. As novas regras de cálculo da aposentadoria, implementadas a partir de 2026, consideram a média de todas as contribuições desde julho de 1994, o que significa que contribuições baixas podem “puxar” sua média para baixo.
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Por isso, o planejamento deve ser feito a longo prazo.
As novas regras oferecem opções para aumentar o valor da aposentadoria. É importante entender quais são as possibilidades e como elas se aplicam ao seu caso.
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Existem diferentes formas de complementar suas contribuições ao INSS e, consequentemente, aumentar o valor da sua aposentadoria. As principais são:
- Complementação para atingir o salário mínimo: Se o seu salário no mês foi inferior a R$ 1.621,00 (valor base de 2026), você deve gerar uma guia (DARF) ou e-CAC para pagar a diferença da alíquota.
- Agrupamento de contribuições: Se você trabalhou em dois locais no mesmo mês e ambos os salários somados ainda não atingem o teto, você pode solicitar o agrupamento dessas contribuições para elevar sua média salarial.
- Contribuição sobre atividades concomitantes: Para quem tem dois empregos (ex: professor, médico), as contribuições são somadas automaticamente pelo INSS até o limite do teto. Se a soma ultrapassar o teto, o trabalhador pode inclusive pedir a restituição do que pagou a mais.
As regras de contribuição variam de acordo com o tipo de trabalhador:
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Contribuinte Individual (Autônomo): Se você presta serviços para pessoas físicas, pode optar por recolher sobre um valor maior (até o teto), utilizando a alíquota de 20%. Se você recolhe apenas 11% (Plano Simplificado), sua aposentadoria fica limitada ao salário mínimo.
Trabalhador com Carteira Assinada (CLT): Quem recebe menos que um salário mínimo (por exemplo, um auxiliar de escritório) precisa estar atento às regras. Se o salário for baixo, a contribuição pode ser menor, mas o valor da aposentadoria também será menor.
Muitos trabalhadores tentam pagar contribuições altas apenas nos últimos 5 anos antes de se aposentar. Com as novas regras, isso surte pouco efeito, pois a média leva em conta todo o histórico desde 1994. O planejamento deve ser feito a longo prazo.
Fonte: Lilacunha, jornalista especializada em direitos e benefícios sociais.
