Inovação que move o Brasil! O Iniciador, gigante por trás dos seus pagamentos no iFood e outras apps, faturou R$ 10 milhões em 2025. Descubra como essa empresa é a “ponte” entre bancos e o futuro do Open Banking
Poucos conhecem o nome do Iniciador, mas a empresa é fundamental para o funcionamento de quase todos os aplicativos de delivery e carteiras digitais que você usa. Em quatro anos de operação, a companhia se tornou um dos maiores iniciadores de transações de pagamento no Brasil, atuando como uma ponte técnica entre bancos e aplicativos, garantindo que seus pagamentos sejam autorizados com segurança.
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O Iniciador oferece a “fio invisível” que permite, por exemplo, que você veja o saldo de um banco dentro de outro aplicativo e autorize um pagamento sem sair da tela, como ao pagar um pedido no iFood usando saldo de outra instituição.
A tecnologia do Iniciador roda nos bastidores e é responsável por “conversar” entre as instituições financeiras. A lógica da ferramenta se repete em bancos que funcionam dentro do WhatsApp, como o Nubank e o Inter, que usam a infraestrutura do Iniciador para buscar saldo em outras contas, movimentar dinheiro entre instituições e executar pagamentos.
Segundo o Dashboard do Open Finance Brasil, a plataforma processa mais de 158 milhões de requisições e 98% delas são concluídas com sucesso, um nível de eficiência considerado alto para uma infraestrutura recente.
Em 2025, o Iniciador recebeu uma rodada seed de US$ 6 milhões para sustentar a expansão da operação, profissionalizar a gestão e atender clientes maiores. A empresa fechou o ano com um faturamento de R$ 10 milhões, quatro vezes mais que no ano anterior.
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A empresa monitora atualmente R$ 40 bilhões por mês no Pix, demonstrando o volume de transações que a plataforma suporta.
O Iniciador nasceu junto com a regulamentação do Pix, em 2021, e é uma instituição autorizada pelo Banco Central dedicada exclusivamente a esse universo. Marcelo Martins, cofundador e CEO, já atuava na indústria de pagamentos, trabalhando em maquininhas e carteiras digitais, e participou de grupos de trabalho que desenharam o Pix e as regras do Open Banking.
Ele também integra o conselho de administração do Open Finance Brasil, representando as fintechs e atuando como um “laboratório” prático da regulação.
O Iniciador oferece um pacote “360º” de serviços para clientes, cuidando da parte tecnológica, do suporte e do relacionamento com o ecossistema de Open Finance. A ideia é simplificar a vida dos times internos dos bancos e empresas de pagamento.
Leonardo Ramos, diretor de marketing, afirma: “Basicamente, só a gente faz isso”. A empresa entrega fluxos prontos para novos produtos, como o Pix ou outros construídos em cima da infraestrutura aberta.
O Iniciador tem como desafio acompanhar essa escala mantendo robustez, disponibilidade e segurança. A empresa projeta uma internacionalização no futuro, mas não no curto prazo. Países como Chile e México avançam em seus arranjos de pagamentos instantâneos e de Open Banking, mas, na visão de Martins, continuam alguns anos atrás do Brasil em termos de regulação e adoção.
O executivo projeta um cenário em que, em quatro ou cinco anos, o modelo brasileiro de iniciação de pagamentos possa ser exportado, seja como tecnologia, seja como conhecimento regulatório. Até lá, a prioridade é consolidar a posição local em um mercado que continua longe do teto — e onde, mesmo sem aparecer para o usuário final, a infraestrutura pode definir quem ganha a disputa pelos pagamentos do dia a dia.
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