Influenciadores e seus maridos são presos na Paraíba! Justiça condena a 11 anos Hytalo e 8 anos Israel Vicente por crimes com adolescentes. Saiba mais!
A Justiça da Paraíba determinou a prisão de influenciadores e seus maridos, Israel Vicente, conhecido como Euro, e Hytalo Santos, por produzir conteúdo pornográfico com adolescentes. A sentença, proferida no sábado, 21 de fevereiro de 2026, pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara Mista de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa, resultou em condenações de 11 anos e 4 meses para Hytalo e 8 anos e 10 meses para Israel Vicente.
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O caso ganhou destaque após a publicação de material por Hytalo Santos, que promovia reality shows envolvendo menores nas redes sociais. As críticas se concentravam no teor sexual das publicações, incluindo namoros entre jovens e cenas de danças e roupas consideradas sexualizadas.
A sentença judicial descreveu o ambiente como artificial e controlado, um “reality show” que expunha os adolescentes a um contexto adulto e situações de risco extremo.
O juiz ressaltou a permissividade do local, com fornecimento de bebidas alcoólicas, e a negligência com a alimentação e a escolaridade dos menores. A decisão enfatizou que os crimes foram praticados explorando a vulnerabilidade das vítimas, que não possuíam condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.
Além das penas de prisão, a Justiça fixou uma indenização de R$ 500 mil para cada réu, considerando a extensão do dano e a capacidade econômica dos condenados. Também foi determinada a pagamento de 360 dias-multa, calculados com base em 1/30 avos do salário mínimo vigente.
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A defesa do casal informou que irá recorrer da decisão de condenação. Sean Kompier Abib, um dos advogados, argumentou que a condenação se baseou unicamente em opiniões pessoais, ignorando a produção de provas e a verdade dos fatos. Abib criticou a sentença por considerar que ela analisou a personalidade de Hytalo, com base em sua orientação sexual e origem racial, o que ele chamou de “preconceituoso e discriminatório”.
Hytalo Santos e Israel Vicente permaneceram presos em São Paulo antes de serem transferidos para João Pessoa, onde estavam detidos preventivamente desde 28 de fevereiro de 2026. O processo também está em andamento na Justiça do Trabalho, onde os mesmos são acusados de tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho análogo à escravidão.
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