Influenciadores de Finanças Revelam Contato Suspeito com Banco de Brasília

Influenciadores de finanças relataram contatos do Banco de Brasília (BRB) em investigação de fraudes. Duarte, Nathalia Arcuri e “Favelado Investidor” recusaram convite para almoço em fevereiro. BRB propôs “medidas de contenção” e transparência, com remuneração. A Flap nega compra de influência

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(Imagem de reprodução da internet).

Influenciadores de Finanças Revelam Contato do Banco de Brasília

Influenciadores digitais especializados em finanças relataram ter recebido contatos do Banco de Brasília (BRB) em um período de investigação sobre suspeitas de fraudes. Os relatos surgiram na quarta e quinta-feira, 28 e 29 de janeiro, respectivamente.

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Entre os influenciadores que confirmaram o contato estão Duarte, fundador do canal Me Poupe!, e , sócia do escritório Faz Capital, além de , cofundador da Nord Investimentos, e , conhecido como “Favelado Investidor”. Todos declararam ter recusado o convite e divulgado o caso em suas redes sociais.

Detalhes do Contato

Segundo os influenciadores, os contatos foram feitos por meio de mensagens no WhatsApp e e-mails, enviados na terça-feira, 27 de janeiro. O BRB teria solicitado um orçamento para um almoço nos dias 10 ou 24 de fevereiro, a convite do presidente da instituição.

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O objetivo do encontro, conforme relatado, seria apresentar “medidas de contenção de danos e ações de recuperação” do BRB, além de demonstrar a “transparência” da instituição para clientes e o mercado. A proposta incluía uma remuneração, com valores não divulgados.

Reações dos Influenciadores

Duarte, com mais de 580 mil seguidores no Instagram, afirmou: “Não estou à venda”. Nathalia Arcuri, jornalista, declarou: “Não era um almoço. Era uma ação de marketing” e que o convite previa “ouvir a versão oficial de um banco envolvido em escândalo financeiro, e em seguida produzir conteúdos pagos para divulgar essa narrativa”.

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Arcuri enfatizou: “transparência não se constrói em almoço roteirizado”, argumentando que “reputação não se compra. Credibilidade não se aluga. Confiança não se negocia”.

Resposta da Agência Flap

A Agência Flap, especializada em ações de live marketing e promoções, afirmou que o contato com influenciadores teve como objetivo uma cotação preliminar, prática comum no planejamento interno de eventos. A empresa declarou que tratava-se de um estudo de viabilidade ainda não submetido nem aprovado pelo BRB, e que não houve alinhamento prévio com o banco, nem intenção de compra de opinião.

A Flap ressaltou que a iniciativa não teve relação com o caso envolvendo o Banco Master ou com o Banco Central.

Investigação e Liquidação do Banco Master

O Banco Master foi alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro. A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank representou um marco na investigação, que está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do STF.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, que serviam para financiar fundos de investimento. O Ministério Público Federal afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.

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