Influenciadora Argentina Prisona por Injúrias Racistas no Rio de Janeiro
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da influenciadora digital e advogada argentina, Agostina Paez, após denúncias de injúrias racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da cidade. A 37ª Vara Criminal acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na última segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, e já havia determinado medidas cautelares, incluindo a retenção do passaporte da influenciadora e o uso de uma tornozeleira eletrônica para monitoramento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Incidente em Ipanema
O caso teve origem em 14 de janeiro deste ano, quando, segundo a acusação, Agostina Paez discordou do valor de uma conta e utilizou um termo racialmente ofensivo ao se referir a um dos funcionários como “negro”. A vítima relatou que as palavras representavam uma ofensa criminal, mas a influenciadora continuou com o comportamento. Ela se aproximou do caixa, chamando o funcionário de “mono”, uma palavra em espanhol que significa “macaco”, e imitou o animal com sons e gestos.
Rejeição da Versão da Influenciadora
A versão de Agostina Paez, que alegava se tratava de uma brincadeira entre amigas, foi considerada inaceitável pelas autoridades. Testemunhas confirmaram os relatos das vítimas e imagens de segurança capturaram o momento das agressões. Uma das mulheres que acompanhava a influenciadora tentou impedir que ela continuasse com as ofensas, o que, segundo o Ministério Público, reforça a gravidade da situação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Reação da Influenciadora e Prisão
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (5 de fevereiro), Agostina Paez expressou seu medo e alegou que seus direitos foram violados. A legenda da postagem, que viralizou, solicitou ajuda. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o caso está em tramitação sob segredo de justiça.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
