Inflação Surpreende: BC em Dilema e Decisão de Juros em Risco em 2026

Ínfima inflação surpreende e põe em risco corte de juros pelo Banco Central! Novo dado do IBGE causa alerta e incertezas para a economia em 2026. Saiba mais!

27/02/2026 12:57

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(Imagem de reprodução da internet).

Índice de Inflação Surpreende e Impacta Decisão do Banco Central

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, com um resultado de 0,56%, superando as estimativas do mercado. Essa surpresa negativa impacta as expectativas de um corte agressivo nas taxas de juros pela Banco Central (BC), segundo análises de especialistas.

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O dado, embora com uma composição de inflação que se espalhou menos do que o número inicial sugere, reforça a necessidade de cautela na decisão de juros em março. O acumulado em 12 meses desacelerou, mas a alta em fevereiro apresenta um sinal de alerta importante.

Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias, destacou que o IPCA-15 de fevereiro surpreendeu negativamente, sendo mais elevado do que o esperado. Ele atribuiu a aceleração aos reajustes de preços iniciados no primeiro mês do ano, ressaltando a importância de cautela por parte do BC.

Gabriel Pestana, da , complementou, afirmando que o índice ficou acima das projeções, com uma parcela significativa da surpresa proveniente de passagens aéreas, seguros de veículos e cursos. Apesar do impacto no número principal, ele ponderou que itens de menor variação se mantiveram próximos das expectativas, reforçando a necessidade de cautela do BC.

Mariana Rodrigues, da , apontou que a alta foi impulsionada por passagens aéreas e seguros voluntários de veículos, com surpresas também em alimentação no domicílio e bens industriais. Ela enfatizou que o resultado acende um sinal de alerta em relação à perspectiva de melhora estrutural da inflação ao longo do ano.

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Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, considerou a aceleração habitual devido aos reajustes do primeiro bimestre. Ele ressaltou a desaceleração no acumulado de 12 meses e a acomodação dos preços dos alimentos, expressando otimismo em relação a uma inflação moderada de alimentos ao longo de 2026, sem grandes oscilações.

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