Inflação dispara na Argentina e assusta Milei! Veja os novos desafios do governo. Saiba mais!
A inflação na Argentina continuou em alta, marcando seu quinto mês consecutivo em janeiro. Os números revelaram um aumento de 2,9% na comparação com dezembro, superando as expectativas dos analistas da Bloomberg e a taxa do mês anterior. Paralelamente, a inflação anual ficou em 32,4%, segundo dados oficiais.
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O setor de alimentos, restaurantes, hotéis e serviços públicos foram os principais impulsionadores desse aumento.
A divulgação dos dados inflacionários ocorreu logo após a inesperada demissão de Marco Lavagna, chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A saída de Lavagna, que aconteceu na semana anterior, gerou um atraso na implementação da nova metodologia do Indec, que deveria começar com o relatório de janeiro.
A principal questão em discussão era o momento ideal para atualizar a cesta de produtos utilizada para calcular a inflação, uma cesta que não é revisada há duas décadas.
O ministro da Economia, Luis Caputo, tem se esforçado para minimizar o impacto da saída de Lavagna e da aceleração da inflação. Ele ressaltou que os títulos indexados à inflação não foram afetados. Caputo argumenta que o desacordo entre ele e Lavagna se referia ao momento de introduzir uma nova cesta de produtos, que incluiria serviços que não existiam há 20 anos, com a expectativa de que essa mudança ocorresse quando a inflação estivesse mais controlada.
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Apesar da desaceleração significativa da inflação desde a posse de Milei, quando a enfrentava taxas de inflação de três dígitos, o presidente tem enfrentado dificuldades para avançar com sua agenda de austeridade. Essa agenda inclui cortes nos subsídios de serviços públicos, buscando controlar a inflação.
Após um período de queda na inflação, os preços voltaram a subir gradualmente, gerando novos riscos.
Economistas do Banco Central preveem uma inflação anual de 22% até o final de 2026. Para manter o superávit fiscal, o governo planeja um aumento nas contas de luz e gás em fevereiro, e também espera que os custos com educação e vestuário subam em março, com o retorno às aulas.
A redução da inflação ao longo deste ano deverá ser mais lenta do que o inicialmente previsto.
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