Índia registra casos de Nipah: OMS alerta sobre risco de epidemia

OMS alerta para risco do vírus Nipah após casos na Índia. Surto em Bengala Ocidental levanta preocupações devido à falta de tratamento.

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(Imagem de reprodução da internet).

Nos últimos meses, a atenção voltou a se concentrar no vírus Nipah, após casos confirmados na Índia. Essa situação levanta questões sobre o risco potencial e a necessidade de medidas de prevenção. O vírus Nipah, também conhecido como NiV, é um patógeno zoonótico, transmitido entre animais e humanos, com alta letalidade.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) o inclui na lista de patógenos prioritários devido ao seu potencial epidêmico e à ausência de vacina ou tratamento específico.

O vírus Nipah (NiV) é um vírus zoonótico — ou seja, transmitido entre animais e humanos — com alta letalidade, podendo causar encefalite (inflamação do cérebro). A OMS o inclui na lista de patógenos prioritários, devido ao seu potencial epidêmico e à ausência de vacina ou tratamento específico.

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A transmissão ocorre principalmente através de morcegos-frugívoros do gênero Pteropus, mas também pode ser transmitida para humanos por meio de contato com animais infectados, consumo de alimentos contaminados ou contato direto entre pessoas em ambientes de cuidados de saúde.

Em janeiro de 2026, autoridades de saúde da Índia confirmaram dois profissionais de saúde infectados pelo Nipah no estado de Bengala Ocidental, dentro de ambiente hospitalar. O ressurgimento nesta região é notável, pois não havia registros de casos ali desde 2007, apesar de a doença ser conhecida em outras partes do país, como o estado de Kerala, onde surtos ocorreram seguidamente nos últimos anos.

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As investigações epidemiológicas até agora indicam que quase 200 pessoas que tiveram contato com os infectados foram testadas, e todas apresentaram resultado negativo até o momento. Isso sugere que o foco do surto está contido e sob vigilância ativa, sem evidências de ampla disseminação.

A resposta do Ministério da Saúde brasileiro é que o risco de uma pandemia global causada por Nipah é baixo no cenário atual. O vírus ainda não circula no continente americano, e não há casos reportados no Brasil até agora. No entanto, analistas apontam três possíveis vias de entrada do vírus no país: importação por viajantes infectados, reservatórios animais competentes no Brasil e introdução por comércio de animais vivos.

O Ministério da Saúde está monitorando viajantes com sintomas compatíveis após retornos internacionais, capacitando unidades de saúde para identificação precoce de doenças graves e coordenando com redes internacionais de vigilância epidemiológica.

O Ministério da Saúde brasileiro informou que mantém uma resposta a agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz, com participação da OPAS/OMS. Isso inclui: Monitoramento de viajantes com sintomas compatíveis após retornos internacionais.

Capacitação de unidades de saúde para identificação precoce de doenças graves. Coordenação com redes internacionais de vigilância epidemiológica.

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