Índia Busca Desestabilização no Oriente Médio e Amplia Rotas de Importação de Petróleo

Após as interrupções no fornecimento de petróleo provenientes do Oriente Médio, causadas pelo conflito entre Israel e os Estados Unidos contra o Irã e suas consequências no Estreito de Ormuz, as refinarias indianas buscaram alternativas de importação.
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Dados de fontes comerciais revelam uma mudança significativa nas rotas de abastecimento, com o país recorrendo a fontes na América Latina e na África para suprir suas necessidades.
Mudanças nas Fontes de Importação
Inicialmente, até o início de março de 2026, as maiores refinarias da Índia, o terceiro maior importador e consumidor de petróleo do mundo, dependiam quase exclusivamente de fornecedores do Oriente Médio. No entanto, a partir de abril e maio, houve um aumento expressivo nas importações de países como Venezuela, Brasil, Angola e Nigéria, buscando compensar o déficit.
Paralelamente, a Índia continuou adquirindo petróleo russo, conforme dados preliminares da Kpler.
Interrupções e Novas Aquisições
Em novembro de 2025, a Índia interrompeu suas compras de petróleo iraquiano após uma suspensão das exportações, marcando o retorno de petróleo iraniano após sete anos, possibilitado por uma isenção temporária concedida por Washington para estabilizar os preços globais.
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A Nayara Energy, por exemplo, reduziu a produção da sua refinaria de 400.000 barris por dia devido à manutenção.
Dados de Importação em Abril e Maio
Em abril de 2026, a Índia importou 4,57 milhões de barris por dia, mantendo o volume de março. Contudo, em relação ao ano anterior, houve uma queda de 15,5% nas importações. Em maio, a Índia espera receber cerca de 1,9 milhão de barris por dia de petróleo russo e 41.000 barris por dia de petróleo iraquiano, segundo projeções da Kpler.
Principais Fornecedores e Tendências
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita se destacaram como os principais fornecedores, impulsionando a recuperação das importações da Índia em abril, após um período de queda. A participação do petróleo russo diminuiu de quase 50% para cerca de 35%, enquanto o Brasil e a Venezuela se consolidaram como os quarto e quinto maiores fornecedores, respectivamente.
A Venezuela, em particular, tem potencial para se tornar o quarto maior fornecedor em maio, de acordo com dados da Kpler.
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