A Nostalgia da Geleia de Mocotó Inbasa: Um Suplemento Simbólico
A história da geleia de mocotó Inbasa é um relato nostálgico sobre um período da suplementação esportiva no Brasil. Antes do whey protein e de outras proteínas sintéticas dominarem o mercado, a geleia ocupou um espaço único, impulsionada mais por construção simbólica do que por ciência nutricional.
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A marca, que ressurge em vídeos granulosos e cheios de nostalgia, nos transporta para os anos 80, quando era considerada o “whey protein dos anos 80” por quem frequentava academia.
A Estrutura de Suporte da Inbasa: Uma Vantagem Estratégica
O sucesso da Inbasa não se devia apenas ao produto em si, mas à estrutura de apoio que o sustentava. Fundada no final da década de 60 e pertencente ao conglomerado Globo, a empresa desfrutava de um acesso privilegiado à principal vitrine do país, a programação da TV Globo.
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Os comerciais da geleia eram veiculados com um custo muito menor do que o enfrentado por anunciantes externos, garantindo uma exposição constante em horário nobre.
A Comunicação e o Marketing da Geleia
A comunicação da Inbasa ia além da academia. O jingle, “Que surpresa é Mocotó Inbasa”, buscava também o público infantil, posicionando a geleia como um alimento nutritivo do dia a dia. A embalagem, com o copo de vidro e tampa metálica, reforçava a ideia de força e vitalidade.
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O slogan, “A criança fica com a geleia, a mamãe fica com o copo”, era um convite ao consumo com reaproveitamento, um diferencial importante para a época, especialmente nas classes C e D, onde o copo era reaproveitado como utensílio doméstico.
O Desmonte da Inbasa e a Transição para Marcas Globais
Nos anos 90, o Grupo Globo iniciou o desmonte de operações periféricas, buscando capitalizar o grupo para investir em projetos estratégicos. Em 1997, a Inbasa foi adquirida pela Arisco, e a produção foi transferida para Goiás. A marca, no entanto, perdeu força, e a canibalização corporativa levou à descontinuação da linha Inbasa no início dos anos 2000, sem anúncio ou substituto.
