Ilíada em Múmia Egípcia: O Mistério de Homero em Al-Bahnasa!

Arqueólogos de Barcelona acham trecho da Ilíada em múmia egípcia de 1.600 anos! O que este achado revela sobre o Egito e Homero? Clique e saiba mais!

24/04/2026 06:47

2 min

Ilíada em Múmia Egípcia: O Mistério de Homero em Al-Bahnasa!
(Imagem de reprodução da internet).

Achado Arqueológico Inesperado: Ilíada em Múmia Egípcia

Arqueólogos da Universidade de Barcelona fizeram uma descoberta surpreendente ao examinar uma múmia egípcia com cerca de 1.600 anos. Em vez de amuletos ou ouro, o que foi encontrado foi um trecho da Ilíada, o famoso poema épico de Homero. Este achado, divulgado pela universidade catalã, transforma um sepultamento antigo em um verdadeiro quebra-cabeça histórico.

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O Encontro entre o Egito e a Grécia Antiga

A descoberta ocorreu em Al-Bahnasa, local conhecido como antiga Oxyrhynchus, uma das áreas arqueológicas mais ricas do Egito. Embora o local já tenha fornecido milhares de papiros ao longo do tempo, desta vez o material era inesperado: literatura clássica inserida diretamente no corpo.

Detalhes do Papiro Encontrado

O texto, escrito em grego, corresponde a partes do Livro 2 da Ilíada, um trecho diretamente ligado aos eventos da Guerra de Troia. Para os pesquisadores, é possível que o papiro tenha sido colocado no abdômen durante os rituais funerários, servindo como uma proteção simbólica para a jornada após a morte.

Um Mistério Enterrado Há Mil Anos

O aspecto mais notável é que, geralmente, sepultamentos desse período continham textos de natureza religiosa, fórmulas mágicas ou inscrições funerárias. Encontrar Homero nesse contexto muda completamente a perspectiva, sugerindo que obras literárias também poderiam possuir um grande prestígio cultural, espiritual ou até mesmo político.

Contexto Histórico da Múmia

Por volta de 400 d.C., o período já mostrava uma mistura de tradições egípcias, gregas e romanas. O corpo passou por um processo de desidratação por cerca de 40 dias, sendo coberto com sal de natrão e envolvido em faixas de linho.

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Em vez de remover os órgãos internos e depositá-los em vasos canópicos, os responsáveis pelo preparo preencheram o abdômen e a cavidade torácica com pedaços de papiro, revestidos de argila e outros materiais usados na preservação. Essa múmia, portanto, é um retrato de uma época muito híbrida.

Perspectivas Futuras sobre o Achado

Atualmente, os cientistas trabalham para identificar quem era o indivíduo e o motivo de ele ter carregado a Ilíada para a eternidade. Uma coisa permanece clara: mesmo os falecidos, naquele tempo, podiam sair de cena levando consigo um clássico da literatura.

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