Durante o discurso do Estado da União em 2026, a deputada federal Ilhan Omar (Partido Democrata), representante de Minnesota na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, confrontou diretamente o presidente Donald Trump (Partido Republicano). Em um momento de forte tensão, Omar acusou o presidente de ser um “mentiroso” e de ter “matado americanos”, em referência a eventos relacionados à política migratória e às ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
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A deputada, cuja origem é somali, tem sido uma das vozes mais críticas em relação às políticas de imigração do governo.
Interrupção e Acusações Diretas
O momento de confronto ocorreu enquanto Trump defendia sua posição contra a imigração irregular e mencionava Minnesota, citando alegações de corrupção envolvendo a comunidade somali no estado. Segundo Trump, integrantes dessa comunidade teriam desviado aproximadamente US$ 19 bilhões de contribuintes norte-americanos, afirmando possuir “todas as informações” sobre o caso.
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Ele associou a situação a “culturas de ilegalidade” trazidas por fronteiras consideradas abertas, argumentando que o povo americano arca com as consequências.
Pressão por Recursos e Contra-Ações
Em resposta, Trump pressionou por um restabelecimento de recursos ao Departamento de Segurança Interna e criticou as chamadas “cidades-santuário” – municípios que limitam a cooperação com o ICE. Ele enfatizou que o principal dever do governo americano é proteger cidadãos americanos, e não imigrantes ilegais.
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A deputada Omar, por sua vez, reagiu com veemência, acusando o presidente de mentir e responsabilizando-o por mortes recentes ligadas à política migratória.
Reações e Compartilhamento de Evidências
Após o discurso, Omar compartilhou um vídeo do momento da interrupção em seu perfil no Instagram, acompanhado de uma legenda contundente: “Donald Trump matou 2 dos meus eleitores. Ele é um mentiroso e deveria ter vergonha”. A referência se refere a duas mortes registradas em janeiro de 2026 em Minneapolis, durante ações do ICE.
A deputada continua defendendo a extinção do ICE e critica operações que, segundo ela, colocam comunidades imigrantes em risco. A deputada Ilhan Omar foi eleita em 2018, tornando-se a primeira somali-americana, a primeira mulher nascida na África e uma das duas primeiras muçulmanas a ocupar uma cadeira no Congresso dos Estados Unidos.
Minnesota abriga a maior população de imigrantes somalis do país.
