Indicador de Incerteza Econômica Brasileira Apresenta Recuo em Fevereiro
O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) registrou uma queda de 11,3 pontos em fevereiro, atingindo 105,8 pontos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A variação foi medida em relação aos valores de janeiro.
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A análise da métrica, utilizando médias móveis trimestrais, também apontou para uma redução de 0,6 pontos.
Análise da Economista da FGV
A economista Anna Carolina Gouveia, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou que o recuo no IIE-Br reflete a moderação das pressões globais que impactaram o cenário econômico no início do ano. Ela destacou que o componente de mídia foi o principal responsável por esse resultado, enquanto o componente de expectativas também apresentou uma retração, marcando o sexto mês consecutivo de declínio nas projeções para os próximos 12 meses.
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Componentes do Indicador
O IIE-Br é composto por dois componentes principais: o IIE-Br Mídia, que monitora a frequência de notícias sobre incerteza nos principais jornais, e o IIE-Br Expectativa, que se baseia na dispersão das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.
Em fevereiro, o componente de Mídia caiu 12,8 pontos, para 109,7 pontos, impactando negativamente o índice em -11,2 pontos.
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Por outro lado, o componente de Expectativas apresentou uma redução de 0,8 ponto, para 87,6 pontos, continuando uma tendência de queda que se estende por seis meses. Essa retração contribuiu com -0,1 ponto para o índice de fevereiro.
Perspectivas Futuras
Segundo a economista, apesar da suavização no tom das notícias, as incertezas globais continuam a existir e podem influenciar o comportamento do indicador ao longo dos próximos meses. Fatores internos, como discussões sobre as contas públicas e o acirramento das campanhas presidenciais, também podem exercer pressão adicional sobre o IIE-Br.
