IGP-M sobe 0,41% em janeiro de 2026, mas acumulado marca retração de 0,91%. Veja os detalhes!
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) iniciou o ano de 2026 com um aumento de 0,41%. Esse resultado representa a retomada do crescimento após uma queda de 0,01% registrada em dezembro. No entanto, ao analisar o acumulado de 12 meses, o indicador apresenta uma retração de 0,91%, marcando o terceiro mês consecutivo com declínio em janelas de um ano.
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A metodologia do IGP-M considera três componentes principais. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) detém o maior peso, influenciando 60% do índice completo. Em janeiro de 2026, o IPA registrou um aumento de 0,34%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%).
Outro componente relevante é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do indicador. Em janeiro, o IPC subiu 0,51%. Os maiores impactos nas despesas das famílias foram observados nos cursos de ensino fundamental (3,83%), ensino superior (3,13%) e no preço da gasolina (1,02%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou um aumento de 0,63% em janeiro. Dentro do INCC, o item materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%, enquanto a mão de obra registrou um aumento de 1,03%.
Apesar da designação de “inflação do aluguel”, o resultado negativo do IGP-M acumulado não garante automaticamente a redução dos reajustes nos contratos de aluguel. A legislação exige que o reajuste ocorra apenas quando o índice estiver positivo.
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A coleta de dados para o cálculo do IGP-M é realizada em diversas cidades do Brasil, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O período de levantamento ocorreu entre 21 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro.
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