Denúncia do Ministério Público Aponta Empresário por Tentativa de Aliciamento de Jogadores
O Ministério Público do Estado do Paraná formalizou a denúncia contra o empresário Igor Gutierrez Freitas, filho do ex-boxeador Popó, sob suspeita de tentar aliciar jogadores de diversas divisões do Campeonato Brasileiro para fins de manipulação de resultados.
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A acusação também se estende a seu sócio, Rodrigo Rossi, e Raphael Ribeiro. As informações foram divulgadas pelos jornalistas Jonathas Gabetel e Rodrigo Saviani.
Investigação e Contatos Suspeitos
Segundo o documento, Igor Freitas teria estabelecido contato com jogadores das três principais divisões do futebol brasileiro, utilizando as plataformas Instagram e WhatsApp. Ele se apresentava como filho de Popó, destacando-se como “empresário e representante com acesso direto às maiores empresas do mercado nacional”, e que atuava “em projetos estratégicos, ativações e negociações de patrocínios e parcerias”.
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A investigação se concentra em esquemas de apostas esportivas.
Aliciamento de Jogadores e Conversas Suspeitas
Um dos alvos da investigação é o lateral Reinaldo, do Mirassol. Ele teria recebido um áudio e uma mensagem de visualização única de Rodrigo Rossi, respondendo com a frase: “Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão”. Além do jogador do Mirassol, os denunciados também tentaram aliciar atletas das Séries B e C do Campeonato Brasileiro, com Raphael Ribeiro solicitando que Rodrigo “feche os 2 do Goiás e 1 do Sport”.
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Operação Derby e Acusações
A denúncia faz parte da operação Derby, iniciada em setembro de 2025. A investigação teve início com a suposta oferta de R$ 15.000 a pelo menos três jogadores do Londrina para que tomassem cartões amarelos em uma partida da Série C contra o Maringá, em abril daquele ano.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de Salvador (BA) e Itapema (SC).
Acusações e Consequências Legais
O Ministério Público do Paraná enquadrou os denunciados nas práticas de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo. As investigações indicam que os valores oferecidos aos jogadores podem ter origem ilícita. As penas podem variar de 2 a 6 anos de prisão e pagamento de multa.
Além disso, o Ministério Público solicitou que os denunciados paguem R$ 150.000 por dano moral coletivo, visando a reparação de possíveis prejuízos causados à integridade e à incerteza do resultado esportivo.
Resposta da Defesa
O Poder360 procurou a defesa de Igor Gutierrez Freitas para obter um posicionamento sobre a denúncia. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.
