Iceberg A-23A: Colapso Iminente em Satélite e Análise Científica no Atlântico Sul

Iceberg A-23A, um dos maiores do mundo, colapsa no Atlântico Sul, próximo à Geórgia do Sul. Imagem satelital revela poças de água e colapso.

10/01/2026 9:54

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(Imagem de reprodução da internet).

Um satélite divulgou uma imagem do iceberg A-23A, um dos maiores do mundo, em colapso no Oceano Atlântico Sul, próximo à ilha da Geórgia do Sul. O iceberg se separou da Antártida em 1986, com dimensões iniciais de 4 mil quilômetros quadrados, comparáveis à área de São Paulo (1.521 km²) e quase à do Distrito Federal (5,8 mil km²).

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Desde então, o iceberg diminuiu para 1.181 km², similar à área da cidade do Rio de Janeiro (1,2 mil km²).

Análise da Imagem Satelital

A imagem capturada em 26 de dezembro revelou partes do iceberg encharcadas, com extensas poças de água azul derretida visíveis. Um astronauta da Estação Espacial Internacional confirmou a presença de poças ainda maiores no dia seguinte. Segundo Ted Scambos, pesquisador da Universidade do Colorado, o fenômeno é causado pelo peso da água em rachaduras no gelo, forçando-as a se abrir.

Possível Causa do Colapso

Observou-se uma linha branca ao redor da borda do iceberg, reter água azul derretida, um padrão chamado “baluarte-fosso”, resultado da curvatura do gelo à medida que suas bordas derretem. Chris Shuman, cientista da Universidade de Maryland, descreveu o evento como uma “explosão”, causada pela pressão da água acumulada nas bordas do iceberg.

Previsão de Desintegração

Cientistas estimam que o iceberg possa se desintegrar em poucos dias ou semanas. “Certamente não espero que o A-23A dure até o fim do verão do hemisfério Sul”, afirmou Shuman, destacando que o iceberg está em águas com temperaturas elevadas e sujeito a correntes que acelerarão seu derretimento.

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Histórico do Iceberg

O A-23A passou por um longo período encalhado no Mar de Weddell por mais de 30 anos, soltou-se em 2020 e permaneceu em um vórtice oceânico chamado Coluna de Taylor, girando e se movendo para o norte. Após se fragmentar rapidamente ao longo de 2025, o iceberg teve uma jornada notavelmente longa e cheia de eventos, contribuindo para o conhecimento científico sobre megaicebergs.

Sentimentos dos Cientistas

Cientistas que acompanharam o iceberg expressaram um sentimento agridoce com seu desaparecimento iminente, agradecendo pelos recursos de satélite que permitiram o acompanhamento e documentação da evolução do A-23A, reconhecendo a jornada notável e cheia de eventos do iceberg.

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