Ibovespa sob pressão: Oriente Médio e petróleo afetam ações da B3 em 2026

Ibovespa Sob Pressão com Conflitos no Oriente Médio
Nesta manhã, o Ibovespa parece incapaz de escapar da pressão negativa gerada pelo conflito no Oriente Médio. A alta acentuada dos preços do petróleo, superior a 3%, tende a beneficiar ações de petroleiras como a Petrobras, listadas na B3.
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No entanto, a maior parte dos papéis do índice registrou perdas nesta segunda-feira. Após começar o dia com desempenho positivo, o principal indicador da B3 recuou 0,17%, fechando em 195.478 pontos.
Impactos Geopolíticos no Mercado de Commodities
Os preços do petróleo estão reagindo ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em um cenário onde os EUA mantêm o bloqueio naval contra navios iranianos, resultando na apreensão de um cargueiro.
Posicionamento Iraniano e Perspectivas Setoriais
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, comunicou nesta segunda-feira, via agência Tasnim, que Teerã não planeja, no momento, uma nova rodada de negociações mediada pelo Paquistão.
Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, avalia que as ações da Petrobras e outras empresas do setor de petróleo devem recuperar perdas da sexta-feira, compensando o receio geral do Ibovespa. Ele ressalta que a Bolsa teve uma realização de lucros moderada nas últimas três sessões.
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Bolsas Internacionais Refletem Temores de Guerra
A valorização da commodity energética tem potencial para, pelo menos, mitigar a influência do pessimismo das bolsas americanas sobre o mercado brasileiro. As bolsas globais apresentaram movimentos variados.
Desempenho em Wall Street e Europa
Às 10h40 (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones caía 0,61%, e o S&P 500 e o Nasdaq 100 mostravam desvalorizações de 0,5% e 0,52%, respectivamente. Na Europa, os ganhos foram limitados por preocupações com o conflito.
A Bolsa de Londres caiu 0,6%, Paris perdeu 1,05%, e Frankfurt registrou baixa de 1,33%. Milão e Madri tiveram quedas de 1,4% e 1,13%, respectivamente, enquanto Lisboa subiu 0,21%. O índice pan-europeu Stoxx 600 acumulou queda de 1%, ou 620 pontos.
Mercados Asiáticos e Oceania
As bolsas asiáticas foram as únicas a indicar algum movimento positivo. Em Tóquio, o índice japonês subiu 0,6%, e em Seul, o Kospi fechou em alta de 0,4%. Hong Kong ganhou 0,8%, e Taiwan teve alta de 0,4% no Taiex.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,8%, e o Shenzhen Composto teve alta de 0,7%. Na Oceania, a bolsa australiana manteve-se estável, com variação de 0,07% em Sydney.
Foco no Boletim Focus e Cenário Cambial
Internamente, a agenda de indicadores é modesta nesta segunda-feira, com destaque para o Boletim Focus do Banco Central. Este relatório sinalizou um avanço na expectativa de inflação para 2026, pela sexta semana consecutiva.
O mercado projeta que o IPCA fechará em 4,80% ao final do ano. A taxa Selic continua sendo um ponto de atenção, com o mercado projetando 13% para 2026, um aumento de 0,50 ponto percentual em relação à estimativa anterior.
Dólar e Perspectivas Futuras
O dólar manteve-se próximo da estabilidade em relação ao real, cotado a R$ 4,98 (com variação positiva de 0,17%). O foco do mercado de câmbio permanece nos desdobramentos do Oriente Médio.
A equipe de economistas do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval aponta que o tema geopolítico domina as atenções em uma semana com dados limitados. Apesar disso, há expectativa de que o aumento do preço do petróleo traga um efeito positivo para o setor exportador brasileiro.
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