Na tarde de quinta-feira, 19, o mercado financeiro brasileiro apresentou uma correção de rumo. O Ibovespa, principal índice da B3, que havia iniciado a sessão em forte declínio, conseguiu reverter parcialmente as perdas. Por volta das 12h40, o índice recuava 0,62%, atingindo os 178.571 pontos.
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Paralelamente, a moeda americana também apresentou sinais deversão, caindo para R$ 5,257, distante da máxima observada no dia.
Fatores Externos e Internos
A recuperação do Ibovespa e da moeda americana foi impulsionada por uma melhora no cenário externo. Os preços do petróleo, que haviam atingido máximas intradiárias próximas de US$ 119, desaceleraram seus ganhos, aliviando a pressão sobre os juros dos títulos do Tesouro e injetando um pouco de ânimo nos ativos de risco.
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Os contratos futuros da commodity, contudo, ainda operavam em alta.
Desempenho das Petroleiras
O desempenho das empresas do setor de petróleo teve um papel fundamental na recuperação do Ibovespa. As ações da Prio subiram 3,71%, enquanto os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) avançaram cerca de 3%, sustentando o índice. A forte presença de empresas do setor no Ibovespa, que representa aproximadamente 16% do índice, contribui para uma menor volatilidade em momentos de alta do petróleo.
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Análise de Especialistas
Flávio Conde, da Levante Investimentos, atribuiu a melhora do mercado a uma combinação de fatores. “O petróleo recuou cerca de dois dólares, o que ajudou. A bolsa americana reduziu as perdas e o dólar, que chegou a R$ 5,30 pela manhã, voltou para a casa de R$ 5,24”, afirmou.
Ele também destacou a importância da postura cautelosa do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos, em um cenário de dados de pedidos de seguro-desemprego robustos.
Decisões de Bancos Centrais e Cenário Externo
Além do cenário geopolítico, os investidores acompanham de perto as decisões de política monetária de bancos centrais ao redor do mundo. O Banco Central da Inglaterra e o Banco Central Europeu devem manter as taxas de juros inalteradas, enquanto avaliam os impactos da inflação decorrente do conflito no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, dados recentes de pedidos de seguro-desemprego indicam a resiliência da economia americana, sustentando a postura cautelosa do Fed em relação a cortes de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil também reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, sinalizando que a decisão foi condicional ao comportamento da inflação e ao cenário externo mais volátil.
