Ibovespa bate novo recorde histórico, marca 7ª alta consecutiva e 150 mil pontos. Dólar sobe 0,77% e índice DXY dispara.
O Ibovespa alcançou nesta terça-feira (4) seu sétimo recorde consecutivo, mantendo um viés positivo no ajuste de fechamento. A marca de 150 mil pontos foi atingida pelo segundo dia consecutivo, estendendo a série para dez altas, sete delas correspondendo a níveis recordes de encerramento.
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Essa sequência de dez avanços representa a mais longa desde janeiro de 2024.
O índice voltou a estabelecer novo pico histórico intradia, aos 150.887,55 pontos, no início da tarde. Apesar de perder força na etapa vespertina, recuperou-se nos minutos finais, com alta de 0,17%, fechando aos 150.704,20 pontos, novo máximo de fechamento para o Ibovespa.
O dólar à vista também apresentou alta, alinhado ao comportamento da moeda americana no exterior. Com máxima a R$ 5,4017, à tarde, o dólar encerrou a sessão em alta de 0,77%, a R$ 5,3989 – maior valor de fechamento em 10 dias.
Investidores demonstraram uma postura avessa ao risco, influenciados por dúvidas sobre a extensão do afrouxamento monetário pelo Banco Central e temores de uma correção mais forte das bolsas em Nova York.
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O real, que costuma sofrer mais em dias de perdas de divisas emergentes, apresentou desempenho superior aos seus pares, como o peso mexicano e o rand sul-africano.
A expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa Selic em 15% ao ano, com um comunicado desautorizando apostas de cortes de juros neste ano, tende a amenizar as pressões sobre a moeda brasileira.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, superou a marca dos 100,000 pontos pela primeira vez desde agosto.
A libra tocou o menor valor desde abril, com temores fiscais no Reino Unido. O iene, por outro lado, registrou ganhos de cerca de 0,30% em relação ao dólar.
Petróleo e commodities metálicas apresentaram queda nos últimos dias.
Dirigentes do Fed expressaram visões distintas sobre a possibilidade de novo corte de juros neste ano, espelhando as divergências dentro do comitê de política monetária (FOMC, na sigla em inglês).
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