O Ibovespa alcançou uma nova máxima histórica intradiária nesta quinta-feira, 29, atingindo os 186.449,75 pontos. O pregão iniciou com uma forte alta, avançando 0,74% e fechando aos 186.061 pontos. Esse desempenho positivo foi impulsionado por um ambiente de maior apetite por risco, influenciado por expectativas de redução da taxa Selic e pelo bom desempenho das commodities no mercado internacional.
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Impacto da Decisão do Banco Central
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano, pela quinta vez consecutiva, surpreendeu o mercado. O tom mais favorável a cortes de juros no comunicado do Banco Central abriu espaço para a expectativa de que o ciclo de redução das taxas possa começar na próxima reunião em março.
Análise de Especialista
Gabriel Mollo, analista do Daycoval Corretora, destacou que o comunicado do Banco Central atuou como um catalisador para os ativos locais. Ele mencionou que o pregão iniciou com uma leve alta, acompanhado da queda do dólar futuro, e que os negócios foram impulsionados pela divulgação do Copom, que, apesar de manter a Selic, sinalizou a possibilidade de cortes de juros em breve.
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Desempenho das Ações
A valorização das ações de empresas como Vale e Petrobras contribuiu significativamente para o desempenho do Ibovespa. O aumento do preço do minério de ferro e do petróleo impulsionou os papéis dessas empresas, que possuem um peso importante na composição do índice.
Contexto Internacional
Os mercados acionários globais apresentaram um desempenho majoritariamente positivo, refletindo a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros nos Estados Unidos. A fraqueza do dólar global também favorece ativos de risco e mercados emergentes, como o Brasil.
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Conclusão
O rali recente da bolsa brasileira, com a sucessão de máximas históricas em janeiro, é sustentado por expectativas mais favoráveis para a política monetária e pelo suporte do cenário externo. O mercado acompanha de perto a divulgação dos dados do Caged e a reajuste das apostas para o início do ciclo de flexibilização monetária.
