Ibovespa quebra recorde! O índice da B3 alcança novo patamar, gerando dúvidas sobre o momento ideal para investir em ETFs ou ações individuais. Entenda as opções e o potencial de setores como farmácia e educação
O Ibovespa renovou seu recorde de fechamento por 13 pregões consecutivos. Na segunda-feira, 3, o principal índice acionário da B3 alcançou seu recorde intraday. Com o rali em curso, surge a dúvida sobre o momento ideal para investir na bolsa ou qual a melhor abordagem: investir em ETFs do Ibovespa ou em ações individuais.
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Um ETF do Ibovespa é um fundo de índice negociado na Bolsa que busca replicar o desempenho do próprio índice e, portanto, o das ações de todas as empresas que o compõem. Enrico Cozzolino, sócio e head de análises da Levante Investimentos, explica que o gestor mantém a composição do fundo alinhada ao índice, com pequenas variações devido a custos e rebalanceamentos.
O investidor pode comprar ou vender cotas em pregão como em uma ação.
As vantagens de investir em ETFs são a diversificação instantânea, baixo custo de administração, simplicidade operacional, liquidez e acompanhamento fiel ao desempenho médio do mercado. Para quem busca uma gestão passiva, que replica o desempenho de um índice, o ETF pode ser uma boa opção. Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, destaca que, no contexto de um rali, o ETF pode ser uma forma eficiente de “surfar o mercado” sem compromisso de gestão ativa.
Investir em ações individuais, ou “stock picking”, pode ser uma escolha para quem busca desvincular o retorno da performance da bolsa. Cozzolino prefere as ações individuais, argumentando que a seleção entre setores e o peso da carteira podem fazer a diferença para o investidor não ficar a mercê de ganhar dinheiro apenas se o mercado subir.
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Belitardo também ressalva que, se o mercado estiver concentrado em poucos nomes, o retorno futuro pode ser menor ou mais volátil.
Para quem não quer se preocupar em acompanhar notícias de jornais e estar antenado a todo momento, pode apostar no ETF de Ibovespa. Mas se o investidor quer ter ganhos acima dos observados nos índices de mercado, o “stock picking” é uma opção. Setores como farmácias/distribuição de medicamentos, educação, concessão de rodovias/ferrovias e aluguel de veículos e transporte de cargas podem apresentar fundamentos sólidos e potencial de crescimento.
No entanto, a escolha de empresas específicas dentro desses setores depende da qualidade da gestão, da dívida, do Capex e do cenário macroeconômico.
A bolsa se torna um ativo vantajoso na carteira, especialmente considerando seu valuation atual de 8,5x P/L, que representa um potencial de valorização. Apesar dos riscos inerentes ao país, como a questão fiscal, a bolsa pode apresentar um bom desempenho, dependendo da resiliência das empresas e do cenário pós-eleições.
Além disso, setores defensivos, como serviços básicos, costumam ser mais resilientes em cenários conturbados. É importante diversificar a carteira e considerar o apoio profissional para mitigar riscos.
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