Ibovespa atinge novo recorde! Mercado acompanha fluxo global e decisão do Copom. Investidores reduzem exposição a EUA e buscam Brasil.
A sessão desta sexta-feira, 23 de janeiro, no mercado financeiro, foi marcada por um desempenho notável, impulsionado por um movimento que ultrapassou as fronteiras do Brasil. O Ibovespa registrou um encerramento em novo recorde nominal, com alta de 2,20%, atingindo os 175.589,35 pontos.
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Paralelamente, o dólar à vista apresentou queda de 0,68%, fechando em R$ 5,2845.
O cenário observava uma reorganização global de portfólios, com investidores internacionais reduzindo a exposição a ativos dos Estados Unidos e aumentando posições em mercados emergentes. O Brasil se destacava como um destino atraente para esse fluxo de capital.
Fatores como alta liquidez, bolsa profunda e ativos com valuations relativamente baixos contribuíam para essa dinâmica.
A mudança ocorria em um momento de questionamento sobre o prêmio oferecido pelos mercados americanos, devido a juros elevados, valuation esticado em alguns setores e sinais de desaceleração econômica. Gestores globais buscavam diversificação, migrando capital para regiões com ciclos monetários mais avançados ou previsíveis.
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Apesar da incerteza política, o apetite por risco não foi suficiente para conter o fluxo externo.
O fluxo de capital externo explicava tanto a valorização das ações quanto a queda do dólar. A entrada de recursos pressionava o câmbio e sustentava setores de maior peso no índice, como bancos, empresas ligadas ao ciclo doméstico e ações com alta liquidez.
O movimento era caracterizado mais por alocação estratégica do que por aposta tática de curto prazo.
A combinação entre fluxo internacional favorável, expectativa de juros estáveis e busca por diversificação deve continuar a impulsionar os negócios no curto prazo. O desafio reside em avaliar a sustentabilidade desse movimento externo diante das incertezas locais e de possíveis mudanças no humor global do mercado.
O mercado também acompanhava de perto a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano, com expectativa de manutenção da taxa Selic em 15%, com probabilidade estimada em 82%. O foco estaria na comunicação e nos sinais sobre os próximos passos da política monetária.
PMI Industrial (Jan) Esperado: 51,9 Anterior: 51,8
PMI dos Serviços (Jan) Esperado: 52,9 Anterior: 52,5
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