Ibovespa bate novo recorde! Índice da B3 sobe 1,60% e marca 15ª alta consecutiva. Inflação em baixa impulsiona confiança e atrai investidores.
O Ibovespa, principal índice da B3, registrou uma performance notável nesta terça-feira (11), elevando-se a 157.748,6 pontos, um aumento de 1,60% em relação ao dia anterior, que fechou em 155.601,15 pontos. O índice atingiu, inclusive, um pico de 158.467,21 pontos, marcando a 15ª alta consecutiva e um novo recorde histórico.
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Essa trajetória ascendente demonstra a confiança dos investidores no mercado brasileiro.
O desempenho positivo do Ibovespa foi sustentado por diversos fatores. A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, abaixo das expectativas, e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) com um tom mais brandido sobre a inflação foram os principais catalisadores.
A desinflação no país e a sinalização do Banco Central sobre a taxa Selic em 15% geraram otimismo no mercado.
O volume financeiro negociado na sessão atingiu R$35,45 bilhões, um valor significativamente superior à média diária do ano (R$23,6 bilhões). O Ibovespa já acumula alta de 9,48% no ano, ampliando a valorização para 31,15%. A sétima vez seguida que o Ibovespa ultrapassou a marca dos 150 mil pontos ocorreu no dia 3 deste mês, quando o índice atingiu 150.454,24 pontos.
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Paralelamente ao bom desempenho da bolsa, o dólar também apresentou queda, encerrando o dia a R$5,2746, o menor patamar desde junho de 2024. Essa desvalorização foi impulsionada pelo enfraquecimento do dólar em nível global, após a aprovação de uma proposta que evita a paralisação do governo nos Estados Unidos.
A combinação de inflação mais baixa e sinais de confiança do Banco Central atraiu capital estrangeiro para o mercado brasileiro.
“O investidor estrangeiro está louco para ver o Banco Central cortar juros”, observa Laís Costa, analista da Empiricus Research. “E, enquanto isso não acontece, o Brasil segue no radar como um dos destinos mais atraentes entre os emergentes”.
Para Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3, “Mesmo sem sinalizar cortes imediatos, o mercado já começa a imaginar um ciclo de redução de juros mais à frente. E, convenhamos, o investidor adora quando a economia dá sinais de que pode respirar melhor”.
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