Ibovespa dispara e marca novo recorde histórico! O índice atingiu 181.919,13 pontos, impulsionado por fatores como o IPCA-15 e fluxo de capital estrangeiro.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, alcançou um marco inédito, ultrapassando os 182 mil pontos pela primeira vez em sua história. A sessão de ontem, marcada por uma euforia na B3, consolidou esse patamar, com o índice avançando 1,79% e fechando em 181.919,13 pontos.
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O Ibovespa chegou a atingir a máxima histórica de 183.359,56 pontos, impulsionado por um cenário favorável.
O desempenho excepcional do Ibovespa foi resultado de uma combinação de fatores. O otimismo doméstico, refletido nos dados de inflação, aliado a um forte fluxo de capital estrangeiro, desempenhou um papel crucial. As blue chips, como Vale, Petrobras e os grandes bancos, registraram ganhos significativos, contribuindo para um volume financeiro diário robusto de R$ 35,23 bilhões.
A rotação global de portfólios, um fenômeno que envolve a retirada de capital dos Estados Unidos em busca de mercados emergentes, encontrou no Brasil um destino preferencial. A diferença entre as taxas de juros brasileiras e americanas, que atingia 15%, continuava a atrair investidores, tornando o real uma das moedas mais beneficiadas no cenário internacional.
No mercado de câmbio, o dólar registrou uma queda acentuada de 1,38%, fechando a R$ 5,2074. Essa desvalorização foi acompanhada da tendência global de enfraquecimento do Dollar Index (DXY), que recuou 1%. A entrada maciça de dólares via conta financeira intensificou essa desvalorização.
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O movimento de “carry trade”, que se beneficia da diferença entre as taxas de juros, impulsionou o real. A expectativa de decisões de juros do Banco Central do Brasil (Copom) e do Federal Reserve (Fed) também influenciou o mercado.
O principal catalisador do otimismo do dia foi a divulgação do IPCA-15. A prévia da inflação oficial registrou uma alta de 0,20% em janeiro, abaixo das expectativas do mercado. Apesar do acumulado em 12 meses estar no teto da meta, o arrefecimento mensal trouxe alívio aos investidores.
Essa redução na pressão sobre os juros permitiu que o mercado precificasse uma postura possivelmente menos rígida do Banco Central. Além disso, o cenário macroeconômico brasileiro se tornou mais previsível, tornando-se mais atraente para o investidor externo.
A atenção agora se volta para as decisões de juros do Copom e do Fed, que moldarão o humor dos mercados para o restante da semana.
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