Ibovespa em Queda: Tensão no Oriente Médio Ameaça Mercados Globais!

Ibovespa e Dólar sob pressão! Tensão no Oriente Médio afeta mercados. Acompanhe a queda na B3 e a recuperação do dólar. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa e Dólar Reagem à Tensão no Oriente Médio

O Ibovespa se afastou das mínimas da sessão, mas manteve uma trajetória negativa na tarde desta quinta-feira, 19. Por volta das 15h11, o principal índice da B3 recuava 0,59%, situando-se aos 178.586 pontos. Paralelamente, o dólar também apresentou sinais de recuperação após a alta da manhã, operando praticamente estável com um leve recuo de 0,01%, a R$ 5,245.

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Essa melhora nos ativos locais acompanha o movimento observado nos mercados internacionais, onde os índices de Nova York ainda operavam em queda, embora longe das mínimas registradas. O S&P 500 cedia 0,61%, o Dow Jones apresentava uma queda de 0,75% e o Nasdaq registrava uma baixa de 0,71%. As commodities também influenciaram o cenário, com o petróleo Brent subindo 0,93%, a US$ 108,41 o barril, enquanto o WTI operava praticamente estável, com uma leve alta de 0,11%, a US$ 96,40.

A pressão sobre o mercado veio também do setor de commodities, com o petróleo Brent atingindo níveis próximos de US$ 119 por barril durante a madrugada, após a escalada das tensões no Oriente Médio. A ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars provocou uma reação do Irã, que intensificou os ataques na região, incluindo ações contra alvos no Golfo, elevando os temores sobre o fornecimento global de energia.

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Na bolsa brasileira, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) apresentaram um bom desempenho, subindo 0,70% e 0,45%, respectivamente, mas esse avanço não foi suficiente para sustentar o Ibovespa, que continuou pressionado pela queda de outras blue chips, como a Vale (VALE3).

A deterioração dos mercados se intensificou na véspera, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

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Além das tensões geopolíticas, as decisões dos bancos centrais também influenciaram o cenário. O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros inalterada, mas adotou um tom mais cauteloso, destacando os riscos inflacionários associados ao cenário global.

O Banco da Inglaterra (BoE) também optou por não reduzir os juros, sinalizando preocupação com a persistência das pressões inflacionárias.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, uma decisão condicionada ao comportamento da inflação e ao cenário externo mais volátil. Adicionalmente, dados divulgados nos Estados Unidos, que mostraram um número abaixo das expectativas de pedidos de seguro-desemprego, reforçaram a resiliência da economia americana e a postura cautelosa do Fed em relação a cortes de juros.

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