Ibovespa registra queda histórica na terceira sessão seguida. O índice da B3 cede 0,77%, influenciado por incertezas no Banco Central dos EUA.
O Ibovespa apresentou novas perdas nesta quarta-feira, 19, marcando a terceira sessão consecutiva de queda. Por volta das 16h10, o principal índice da B3 registrou uma ampliação das perdas, influenciado pelo clima de cautela nos mercados, impulsionado pelo Banco Central dos Estados Unidos.
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Às 16h39, o Ibovespa cedia 0,77%, situando-se em 155.319, atingindo uma nova mínima diária. O desempenho do índice brasileiro acompanha a tendência de queda observada nas principais bolsas de Nova York.
Após uma sequência de quedas nas últimas sessões, os índices acionários iniciaram o dia com alta, mesmo com a cautela dos investidores relacionada à ata do Federal Reserve e ao balanço divulgado pela Nvidia. No entanto, por volta das 13h, o índice Dow Jones inverteu a trajetória e, com a divulgação do documento do Banco Central dos EUA, iniciou uma queda de 0,37%.
O S&P 500, que havia mantido a alta da manhã, também se corrigiu, recuando 0,08%. O Nasdaq, impulsionado pelas empresas de tecnologia, que chegou a subir mais de 1%, permanece no positivo, porém com um ritmo de ganho menor, apresentando uma leve alta de 0,08%.
A ata da reunião do Federal Reserve, que detalha o último corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de juros nos EUA para o intervalo entre 3,75% e 4%, contribuiu para o aumento da incerteza nos mercados. O Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC) destacou que a inflação ainda está distante da meta e o mercado de trabalho desaquecido foram fatores cruciais na decisão.
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A ata revelou um colegiado dividido, com uma dissidência defendendo um corte maior e outra corrente buscando manter a taxa inalterada. A divulgação da ata, que recapitula a base da decisão anterior e lança luz sobre a próxima, a ser tomada em dezembro, intensifica as incertezas sobre a futura política monetária.
A ata indica que, embora a maioria do colegiado considere apropriada uma nova redução em dezembro, muitos não veem como apropriado um corte de 25 pontos-base.
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