Ibovespa cai com eventos internacionais e crise no setor financeiro. Incertezas geram volatilidade no mercado acionário brasileiro e global.
O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira, 18 de outubro, com desempenho negativo, refletindo uma tendência global de aversão ao risco. O mercado acompanhou de perto os acontecimentos internacionais, marcados por incertezas e expectativas sobre o desempenho econômico de grandes potências.
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A cautela dos investidores foi intensificada pelas preocupações com o setor de tecnologia em outros países e pela antecipação dos próximos dados econômicos divulgados pelos Estados Unidos. Essa conjuntura influenciou diretamente o comportamento da Bolsa de Valores brasileira.
No Brasil, a situação se agravou com a prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, conduzida pela Polícia Federal, e a subsequente decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master de forma extrajudicial. O setor financeiro foi particularmente afetado por essa notícia.
Adicionalmente, a Justiça determinou o afastamento do presidente do BRB por um período de 60 dias, intensificando ainda mais a instabilidade no mercado interno. Esses eventos geraram custos elevados para o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que impactou diretamente as instituições financeiras.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a queda da bolsa é predominantemente motivada pelo cenário internacional. Ele ressaltou que a situação do Banco Master acarreta custos adicionais para o FGC, o que afeta o setor bancário.
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Marta Norton, estrategista da Empower, descreveu o momento atual como caracterizado por um aumento do medo e da cautela entre os investidores, mesmo com a divulgação de resultados corporativos positivos.
Nos mercados internacionais, os índices de Nova York registraram quedas significativas. O Dow Jones caiu 1,07%, o S&P 500 perdeu 0,83% e o Nasdaq recuou 1,21%. Essa sequência de quedas no S&P 500 representa a pior ocorrida em três meses.
As ações da Nvidia apresentaram queda de 2,8%, enquanto a Home Depot registrou uma desvalorização de 6% após a divulgação de projeções de lucro inferiores às expectativas. O dólar à vista caiu 0,26%, para R$ 5,3186. O dólar futuro para dezembro recuou 0,19%, para R$ 5,3300.
A ferramenta CME FedWatch indicava uma probabilidade de 51,1% de manutenção dos juros americanos em dezembro e 48,9% de possibilidade de corte. O Banco Central vendeu 45 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.
O mercado financeiro brasileiro e internacional demonstra instabilidade, influenciado por fatores globais e eventos domésticos. A cautela dos investidores e a incerteza em relação às decisões de política monetária dos bancos centrais contribuem para a volatilidade do mercado.
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