Ibovespa em alta, dólar cai e mercado espera cortes na Selic em 2026

Ibovespa em alta, dólar cai: mercado aposta em queda de juros com ata do Copom e inflação controlada. Banco Central encerra ciclo de alta?

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(Imagem de reprodução da internet).

Na quarta-feira, 11 de novembro, o mercado financeiro brasileiro apresentou um cenário positivo, com o Ibovespa mantendo sua trajetória de alta e o dólar em queda. Esse movimento é impulsionado pela avaliação positiva dos investidores em relação à política monetária e pelos sinais de desaceleração da inflação.

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A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira, reforçou a expectativa de que o Banco Central (BC) encerrou o ciclo de alta da taxa Selic.

Ata do Copom e Expectativas de Juros

O documento da ata do Copom, publicado na terça-feira, indicou que a autoridade monetária considera o nível atual da Selic suficiente para controlar as pressões inflacionárias. Essa avaliação reduziu as chances de novas elevações dos juros e abriu espaço para a expectativa de cortes futuros.

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A comunicação cautelosa da reunião de setembro foi mantida, mas com um tom mais otimista em relação à inflação.

Dólar em Queda e Fluxo de Capitais

Diante da menor expectativa de juros mais altos no Brasil, o dólar recuou, fechando a R$ 5,2722, o menor valor do ano. A entrada de capital estrangeiro, impulsionada pela perspectiva de estabilidade na política monetária e pela melhora das expectativas fiscais, elevou a demanda por reais e sustentou a apreciação da moeda brasileira.

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IPCA e Desaceleração da Inflação

O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, com variação de 0,09%, o menor resultado para o mês desde 1998, confirmou a desaceleração dos preços. Esse dado reduziu a probabilidade de pressões sobre o Banco Central e fortaleceu as apostas em cortes graduais da Selic a partir de 2026.

Perspectivas Futuras

Apesar do otimismo, o mercado mantém atenção às próximas divulgações de inflação e atividade econômica. O Copom continuará monitorando os dados, e a trajetória dos juros dependerá da consolidação do cenário de estabilidade de preços. Fatores como a política fiscal e o comportamento das commodities ainda representam riscos.

A combinação de inflação controlada, política monetária estável e fluxo positivo de capital estrangeiro tem impulsionado a valorização da bolsa e a queda do dólar no Brasil. O mercado de juros futuros já está precificando cortes moderados a partir de 2026.

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