Ibovespa sobe com tensão global: ataque à Venezuela impulsiona mercado brasileiro. Indicador avança 0,83%, influenciado por cenário geopolítico tenso.
O Ibovespa fechou a segunda-feira (5) com ganhos significativos, impulsionado principalmente pelo desempenho positivo do setor financeiro e em linha com o aumento do apetite por risco no mercado internacional. O indicador brasileiro subiu 0,83%, atingindo os 161.869,76 pontos.
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Essa alta contrasta com a instabilidade global causada pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.
O desempenho positivo do Ibovespa foi liderado pelos bancos, conforme destacado por Felipe Sant’Anna, especialista do grupo Axia Investing. A cautela inicial vista no início do pregão se dissipou com o bom humor das bolsas globais e a valorização das commodities, especialmente do petróleo.
A situação geopolítica, no entanto, gerou preocupações entre os investidores, dada a Venezuela como maior reserva de petróleo do mundo.
Economistas do UBS avaliaram que as implicações imediatas para os ativos locais na região são limitadas, embora reconheçam que a situação pode levar a uma reavaliação dos riscos e a um exame mais detalhado das vulnerabilidades de países como México e Colômbia.
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O Brasil, por sua vez, se beneficia de sua posição favorável, com a China como principal parceiro comercial e uma relação melhorada com os Estados Unidos.
O dólar à vista também acompanhou o cenário de risco, atingindo uma máxima de R$ 5,4545, mas posteriormente perdeu força e fechou em território negativo. A volatilidade da moeda refletiu a incerteza gerada pelo ataque dos EUA à Venezuela e pelas ameaças do presidente Donald Trump contra outros países da América Latina.
Apesar da pressão inicial, o dólar perdeu força devido ao bom desempenho do Ibovespa e à queda das taxas dos DIs. Analistas como Jefferson Rugik da Correparti Corretora observaram um movimento de proteção pela manhã, seguido por uma reversão da tendência à tarde.
A queda do dólar contribuiu para o desempenho positivo dos ativos brasileiros.
Apesar do cenário de risco, o impacto no mercado brasileiro foi considerado pequeno por especialistas como Rafael Costa da Cash Wise Investimentos. A volatilidade global foi diluída, e os efeitos a curto prazo são mínimos tanto no Brasil quanto no mundo.
O mercado se adaptou à situação, e a tendência foi de recuperação dos ativos brasileiros.
O Banco Central do Brasil rolou o vencimento de contratos de swap cambial para mitigar riscos, demonstrando cautela em um ambiente de incerteza. O mercado se manteve resiliente, impulsionado pelo bom desempenho do Ibovespa e pela valorização das commodities.
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