Ibovespa dispara pela 6ª semana! Índice fecha em 149.540, com alta de 0,51%. Mercado otimista com dados fortes e corte de juros nos EUA
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a 6ª feira, 31 de outubro de 2025, em 149.540 pontos, com um aumento de 0,51%. Essa alta representa o 8º dia consecutivo, acumulando um ganho de 3,79% no período. Na semana, o índice avançou 2,30%, demonstrando um cenário positivo para os investidores.
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O dólar comercial também apresentou desempenho favorável, fechando em R$ 5,380, com uma queda de 0,01%. Na semana, a moeda norte-americana registrou uma recuo de 0,22%, complementando o cenário de otimismo no mercado.
Indicadores recentes apontam para uma atividade econômica resiliente, mesmo com as taxas de juros elevadas. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram que o Brasil registrou um número acima das expectativas de emprego em setembro de 2025, o melhor resultado para o mês em 4 anos.
A taxa de subutilização também apresentou melhora, recuando para 13,9%, indicando um mercado de trabalho ainda restrito e um consumo doméstico sustentado. Analistas preveem que o mercado de trabalho continuará forte nos últimos meses de 2025.
“Nossa projeção é de que a taxa de desemprego encerre o ano próxima a 5,5%, patamar bastante baixo para os padrões históricos do país”, afirmou a instituição. Destacaram que, embora o emprego impulsione a atividade econômica, o aquecimento do mercado pode dificultar o controle da inflação de serviços.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a taxa Selic em 15% ao ano até o fim de 2025, com início de cortes graduais apenas em março de 2026. “A estabilização do mercado de trabalho se dá perto da mínima histórica da taxa de desemprego.
A inflação corrente segue distante do objetivo de política monetária. A melhora das expectativas é expressiva, mas ainda insuficiente –o que deve levar o Copom a manter os juros em 15% por um período prolongado”, informou o banco em nota.
Analistas também apontam que o movimento de valorização da Bolsa foi influenciado pelo corte de juros nos Estados Unidos, decidido pelo Federal Reserve em outubro. O Federal Reserve estabeleceu a taxa para o intervalo de 3,75% a 4,00%, o menor patamar desde 2022.
Essa decisão impulsionou o apetite global por risco, enfraqueceu o dólar e atraiu investimentos para mercados emergentes, como o Brasil.
Apesar do desempenho positivo do Ibovespa, persistem fragilidades fiscais. O setor público consolidado registrou um saldo negativo de R$ 33,2 bilhões em setembro, no acumulado de 12 meses. Investidores estrangeiros retiraram R$ 1,4 bilhão da Bolsa até a 4ª feira (29.out), e no ano o saldo positivo é de R$ 25,8 bilhões.
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