Ibovespa cai em 0,56%: o que diz o dólar e o cenário econômico em 2026?

Ibovespa em queda e ações sob tensão! Veja as perdas de Embraer, IRB, Cogna e Braskem. O que esperar do mercado em 2026?

22/04/2026 10:40

2 min

Ibovespa cai em 0,56%: o que diz o dólar e o cenário econômico em 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa em Baixa e Cenário Econômico Sob Tensão

O Ibovespa iniciou a quarta-feira, dia 22, em leve tendência de queda. Por volta das 10h40, o principal índice da B3 registrava uma retração de 0,56%, situando-se em 195.035 pontos. A maioria das ações negociadas apresentava desempenho negativo.

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Desempenho das Ações e Mercado Cambial

Dos 82 papéis que compõem o índice, 40 operavam em baixa. Destaque para Embraer, IRB, Cogna e Braskem, que registraram perdas superiores a 2%, configurando as maiores quedas observadas até aquele momento.

Destaques de Alta e Queda

Em contrapartida, Prio liderou os ganhos, subindo mais de 3%. PetroRecôncavo, Brava Energia e Petrobras também apresentaram alta. Contudo, mesmo com o desempenho positivo da estatal, outras grandes empresas, como Vale (VALE3), caíram 0,53%, acompanhadas por recuos nos setores bancário.

Fatores Externos e Perspectivas Globais

No câmbio, o dólar recuava frente ao real, caindo 0,23% para R$ 4,963, após um início de dia estável. O cenário externo permanece construtivo, mas sem oferecer tranquilidade total aos investidores.

Geopolítica e Commodities

A trégua entre Estados Unidos e Irã ajuda a evitar uma piora acentuada no risco global. No entanto, a falta de novos avanços limita a valorização de ativos mais arriscados, como moedas de mercados emergentes.

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O petróleo recebe um alívio marginal devido à redução parcial do prêmio de risco. Apesar disso, o ambiente é sensível por conta dos ataques no Estreito de Ormuz e das tensões entre Israel e Hezbollah, que mantêm o risco de interrupções logísticas e energéticas em foco.

Impactos das Políticas Monetárias e Fiscal no Brasil

No âmbito monetário internacional, um ex-diretor do Federal Reserve (Fed) levantou dúvidas sobre a trajetória futura dos juros, defendendo mudanças na política monetária e criticando a condução pós-pandemia.

Desafios Domésticos

No Brasil, o cenário interno segue desafiador. As projeções apontam para a manutenção de uma política monetária restritiva por um período mais longo. No campo fiscal, apesar da meta de superávit primário de 0,25% do PIB para 2026, as estimativas indicam um resultado negativo, em torno de -0,4%, ao excluir os precatórios.

A discrepância entre meta e execução persiste para 2027. Além disso, a insatisfação com a arrecadação da tributação sobre dividendos aumenta a incerteza fiscal, pressionando tanto a curva de juros quanto os ativos nacionais.

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