Ibovespa cai com tensão no Estreito de Ormuz; Trump e Israel geram alertas!

Ibovespa Cai em Dia de Incertezas no Oriente Médio
O índice Ibovespa encerrou a quinta-feira (23) em queda, refletindo o ambiente de risco nos mercados globais. A principal causa foi a persistente incerteza sobre o desenrolar do conflito no Oriente Médio.
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O principal indicador do mercado acionário brasileiro recuou 0,78%, fechando em 191.378,43 pontos. Durante o pregão, o índice registrou uma mínima de 190.929,82 pontos e uma máxima de 193.346,63 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 24,9 bilhões.
Tensão no Estreito de Ormuz Alerta Investidores
A captura de dois navios pelo Irã na quarta-feira, no Estreito de Ormuz, reacendeu os alertas entre os investidores nesta quinta-feira. Isso ocorreu mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão indefinida dos ataques.
Pela manhã, Trump havia ordenado que a Marinha dos EUA disparasse contra qualquer embarcação que tentasse colocar minas no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o Irã intensificou o controle sobre o estreito, fazendo o preço do petróleo Brent ultrapassar novamente os US$ 100 por barril.
Impacto nos Mercados Internacionais
O aumento da tensão fez com que as bolsas americanas caíssem. O S&P 500 registrou queda de 0,41%, encerrando a sessão em 7.108,40 pontos.
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Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, observou que a bolsa brasileira sofreu uma forte correção, espelhando os índices norte-americanos. Ele atribuiu isso às declarações de Israel, que sugeriram que um cessar-fogo estava ameaçado e que os bombardeios poderiam recomeçar a qualquer momento.
Desempenho Setorial e Commodities
Diversos setores foram afetados negativamente. O setor bancário, por exemplo, viu o ITAÚ UNIBANCO PN recuar 1,89%, somando-se a dias negativos para o segmento. O BRADESCO PN perdeu 2,16%, e o SANTANDER BRASIL UNIT caiu 0,83%.
O BANCO DO BRASIL ON teve queda de 1,71%. Durante o BB Day, Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira do banco, mencionou que o BB avalia se a recuperação das renegociações de crédito do agronegócio será em U ou W, visto que o setor foi o principal fator de redução dos resultados no ano passado.
Movimentação do Minério de Ferro e Petróleo
A VALE ON declinou 1,43%, seguindo a tendência dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou com queda de 0,32%, atingindo 783,5 iuans (US$ 114,70) por tonelada.
Em relação ao petróleo, os contratos futuros subiram US$ 5 por barril na quinta-feira. Isso foi motivado por relatos de operações de defesa aérea em Teerã e disputas de poder internas no Irã. O Brent fechou em US$ 105,07 por barril, com alta de 3,1%.
O West Texas Intermediate subiu para US$ 95,85 por barril, um aumento de 3,11%.
Dólar e Restrições no Estreito de Ormuz
O dólar, após cair no início da tarde, virou para o território positivo e subiu no Brasil, encerrando acima dos R$ 5,00. Isso ocorreu em meio às dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou com alta de 0,62%, atingindo R$ 5,0046. Desde 10 de abril, a moeda americana não fechava acima de R$ 5,00. No acumulado do ano, a divisa dos EUA acumulou queda de 8,82% frente ao real.
Apesar de Trump afirmar que os EUA tinham “controle total” sobre o estreito, o Irã e os EUA continuam restringindo o trânsito de navios. O Irã apreendeu dois navios na quarta-feira, e Trump manteve um bloqueio da Marinha dos EUA ao comércio marítimo iraniano.
Perspectivas de Mercado e Conclusão
John Kilduff, sócio da Again Capital, comentou que o mercado estava sendo afetado por notícias contraditórias de Trump sobre estender o cessar-fogo e ameaçar navios iranianos. Ele comparou a situação a uma “roleta de manchetes”, expressando receio de que os preços fossem redefinidos para um patamar muito mais alto.
Apesar dos esforços de mediação, o trânsito no Estreito de Ormuz permanece restrito. A situação geopolítica continua a ser o fator dominante, influenciando diretamente o comportamento dos índices acionários e das commodities energéticas.
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