Ibovespa cai com alerta no Estreito de Ormuz; Trump e o petróleo em xeque em 2026

Ibovespa Cai em Dia de Incertezas no Oriente Médio
O índice Ibovespa encerrou a quinta-feira (23) em queda, refletindo o clima de aversão ao risco observado nos mercados globais. A principal causa foi a persistente incerteza sobre o desfecho do conflito no Oriente Médio.
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O principal indicador do mercado acionário brasileiro recuou 0,78%, fechando em 191.378,43 pontos. Durante o pregão, o índice registrou uma mínima de 190.929,82 pontos e uma máxima de 193.346,63 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 24,9 bilhões.
Tensão no Estreito de Ormuz Acende Alerta entre Investidores
A captura de dois navios pelo Irã na quarta-feira, no Estreito de Ormuz, reacendeu o alerta entre os investidores nesta quinta-feira. Isso ocorreu mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão indefinida dos ataques.
Inicialmente, Trump havia ordenado que a Marinha dos EUA disparasse contra qualquer embarcação que colocasse minas no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o Irã intensificou o controle sobre o estreito, elevando novamente o preço do petróleo Brent acima dos US$ 100 por barril.
Impacto nos Mercados Internacionais
As bolsas americanas também apresentaram queda, com o S&P 500 caindo 0,41%, encerrando em 7.108,40 pontos. A bolsa brasileira acompanhou essa tendência, apresentando uma forte correção.
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“A bolsa brasileira apresentou forte correção, acompanhando os índices norte-americanos, que tiveram uma grande virada no meio do pregão, após declarações de Israel, que sugeriram que o cessar-fogo está incerto e que os bombardeios podem recomeçar a qualquer momento”, analisou Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil.
Desempenho Setorial e Commodities
Diversos setores sofreram com o cenário de risco. O setor bancário foi um dos mais afetados, com o ITAÚ UNIBANCO PN recuando 1,89%. O BRADESCO PN fechou com perda de 2,16%, e o SANTANDER BRASIL UNIT caiu 0,83%.
O BANCO DO BRASIL ON teve uma queda de 1,71%. Durante o BB Day, Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira do banco, mencionou que o BB aguarda saber se a recuperação das renegociações de crédito do agronegócio será em U ou W, visto que o setor foi o principal fator de redução dos resultados no ano passado.
Movimentação do Minério de Ferro e Petróleo
A VALE ON declinou 1,43%, seguindo a tendência dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou com queda de 0,32%, atingindo 783,5 iuans (US$ 114,70) por tonelada.
Em relação ao petróleo, os contratos futuros subiram US$ 5 por barril na quinta-feira, impulsionados por relatos de operações de defesa aérea em Teerã e disputas de poder internas no Irã. Os futuros do petróleo Brent fecharam em US$ 105,07 por barril, com alta de 3,16% (US$ 3,16).
Dólar e Perspectivas de Paz no Oriente Médio
O dólar, após cair no início da tarde, virou para o território positivo e se valorizou no Brasil, encerrando a quinta-feira acima dos R$ 5,00. Isso ocorreu em meio às dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,62%, atingindo R$ 5,0046. Desde 10 de abril, a moeda americana não fechava acima de R$ 5,00. No acumulado do ano, a divisa dos EUA acumulou uma queda de 8,82% frente ao real.
Apesar dos esforços de mediação, o trânsito pelo Estreito de Ormuz permanece restrito. O Irã apreendeu dois navios na quarta-feira, e Trump manteve um bloqueio da Marinha dos EUA ao comércio marítimo iraniano.
A situação foi marcada por declarações contraditórias, como as de Donald Trump, que afirmou ter “controle total” sobre o estreito, mesmo com o Irã apreendendo embarcações e o fluxo de petróleo sendo monitorado.
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