Ibovespa Fecha em Queda e Ajusta Expectativas em Fevereiro de 2026
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem, 27 de fevereiro de 2026, com uma queda de 1,16%, fechando aos 188.786,98 pontos. A oscilação durante o dia, que variou entre os mínimos de 188.478,08 e os máximos de 191.005,02 pontos, refletiu um cenário de cautela no mercado financeiro.
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O volume de negociações atingiu R$ 35,5 bilhões, indicando um dia de alta atividade. Apesar da queda, o índice ainda apresenta um desempenho positivo em fevereiro, com alta de 4,09%, e um avanço expressivo de 17,17% no acumulado do ano.
Análise do Mercado e Expectativas
Segundo Rhuan Palma, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, o movimento recente do mercado é resultado de uma combinação de euforia inicial e ajustes nas expectativas. “Na primeira metade do mês, o mercado viveu um estado de euforia raramente visto, com o índice acumulando dez recordes em menos de 45 dias.
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Isso indica uma reprecificação mais ampla dos ativos, associada a mudanças no fluxo de capital e posicionamento dos investidores, e não apenas um movimento especulativo passageiro”, afirmou Palma.
Fatores Externos e Internos
O principal combustível para o rali inicial veio do exterior, com a rotação global de portfólios elegendo o Brasil como destino preferido entre os emergentes, em um cenário onde o dólar perdia força e a política de Trump nas tarifas tornava os mercados desenvolvidos menos previsíveis.
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No entanto, dados econômicos frustrantes nos Estados Unidos, com crescimento do PIB abaixo do esperado e inflação resistente, elevaram dúvidas sobre o ritmo de cortes do Federal Reserve, o que sempre diminui o apetite por risco e afeta o Brasil.
Impacto do Copom e IPCA-15
O Banco Central sinalizando o início do ciclo de corte da Selic na reunião de março foi um gatilho doméstico importante, impulsionando o Ibovespa. Contudo, a surpresa desagradável no front local com o IPCA-15 de fevereiro subindo 0,84%, acima da expectativa de 0,57%, reacendeu discussões sobre o ritmo da flexibilização monetária e pressionou a curva de juros futuros.
Para março, a expectativa é de maior seletividade e volatilidade, com o fluxo estrangeiro sendo o principal motor de alta do índice, desde que o Brasil continue sendo o destino natural de capital em momentos de rotação global para emergentes.
Conclusão
Apesar da cautela e das incertezas, o mercado espera que o corte da Selic se confirme e os dados de atividade não decepcionem, o que pode impulsionar o Ibovespa no curto prazo. A volatilidade e a instabilidade do cenário político ainda representam desafios, mas a expectativa é de que o Brasil continue sendo um destino atraente para capital em emergentes.
