Ibovespa Cai 0,84% em Dia de Ajustes e Volatilidade no Mercado

Ibovespa cai 0,84% com pressão do exterior e ajuste no setor bancário. Acompanhe a queda do índice e a influência do mercado internacional.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa em Queda

O Ibovespa registrou uma queda de 0,84% nesta quinta-feira, 29, fechando aos 183.133 pontos. O movimento foi impulsionado por realização de lucros, pressão do exterior e ajustes no setor bancário, após um início de sessão com forte alta que levou o índice a atingir máximas históricas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Análise do Mercado

Após o Ibovespa alcançar 186.449,75 pontos na máxima intradiária, o índice iniciou uma reversão, perdendo força ao longo da manhã e virando negativo por volta das 11h. O movimento foi considerado esperado devido a um mercado esticado após dias de alta.

Comentário de Especialista

Segundo Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, o ajuste do mercado era natural. “Essa movimentação de realização da bolsa era plenamente esperada. A velha máxima do mercado sempre aparece: sobe no boato e cai no fato.” Ele ressaltou que o movimento foi saudável, após uma sequência intensa de altas e recordes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Setor Bancário em Destaque

O setor bancário exerceu o maior peso na queda do índice. Ações de grandes bancos, com exceção do Banco do Brasil, encerraram em queda. As ações do BTG Pactual (BPAC11) lideraram as perdas, enquanto Itaú (ITUB4) também contribuiu para a pressão negativa.

Influência do Mercado Internacional

O mau humor do mercado internacional, impulsionado por resultados negativos de grandes empresas de tecnologia em Nova York, também afetou o Ibovespa. O Nasdaq foi o mais impactado, com forte recuo puxado pelas ações da Microsoft, que reagiram ao aumento dos gastos com inteligência artificial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Commodities e Suporte

Apesar da queda, o Ibovespa não sofreu maiores perdas devido ao desempenho positivo de Petrobras e Vale, impulsionados pela valorização das commodities e pelo fluxo estrangeiro em blue chips. A Petrobras acompanhou a alta do petróleo, enquanto a Vale se beneficiou da valorização do minério.

Cenário Eleitoral e Volatilidade

Segundo Marcelo Boragini, o cenário segue sujeito a volatilidade, especialmente em um ano eleitoral. “Historicamente, Petrobras e Banco do Brasil são ativos que tendem a ter mais volatilidade em anos de eleição, o que exige cautela do investidor.”

Sair da versão mobile