O Ibovespa encerrou a sessão de hoje, 16 de maio, com uma queda de 0,46%, fechando aos 164.800 pontos. A pressão sobre o principal índice da B3 veio da elevação dos juros futuros, impulsionada por dados econômicos brasileiros que superaram as expectativas.
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O índice chegou a atingir a máxima de 165.872 pontos durante o dia.
Desempenho Semanal e Influência do IBC-Br
Apesar da queda diária, o Ibovespa apresentou alta acumulada de 0,88% na semana. Esse resultado positivo foi em grande parte resultado da leitura do Índice de Produção e Comércio (IBC-Br), que indicou um avanço de 0,7% em novembro, acima da estimativa inicial de 0,4%.
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Esse dado reforçou a percepção de que a economia brasileira continua resiliente.
Juros Futuros e Setores Sensíveis
A divulgação do IBC-Br gerou dúvidas sobre a possibilidade de cortes na taxa Selic em março, uma expectativa que havia ganhado força. Com isso, os juros futuros subiram, criando prêmios ao longo da curva. Setores mais vulneráveis ao custo do crédito foram os mais afetados.
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Desempenho de Ativos e Setor de Petróleo
O DI para janeiro de 2027 fechou em 13,805%, com avanços também nos contratos de janeiro de 2029, 2031 e 2033. No entanto, o setor de petróleo contribuiu para mitigar as perdas, impulsionando as ações da Petrobras.
Impacto em Small Caps
A performance negativa se estendeu às small caps, com a Vamos (VAMO3) liderando as quedas. Estrategistas apontam que a alta alavancagem financeira da empresa a torna particularmente sensível às variações nos juros.
Segundo Max Bohm, da Nomos, a alta alavancagem da Vamos, superior a três vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, amplifica o impacto da abertura dos juros longos sobre a ação.
Apesar das perdas do índice, o desempenho positivo do setor de petróleo ajudou a sustentar o Ibovespa, impulsionado pela reavaliação dos riscos geopolíticos no Oriente Médio.
