Após um desempenho positivo em 2025, com um aumento de 34%, o Ibovespa, principal índice da B3, continuou a subir em 2026, alcançando um aumento de 9% até o final do ano. Essa trajetória ascendente gerou um momento de otimismo no mercado, com a possibilidade de lucrar com o avanço do índice.
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Análise de um Investimento em ETF
Cíntia Senna, especialista em educação financeira, analisou um investimento em um Exchange Traded Fund (ETF) como base para a análise. O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 1.000 em um ETF que replica o Ibovespa. Considerando um cenário específico, um investimento de R$ 952,38 na abertura do dia 2 de janeiro no BOVA11 (índice mais conhecido de referência para o Ibovespa) gerou um resgate no dia 22 de janeiro de R$ 1.023,92.
Esse valor não inclui o Imposto de Renda (IR) de 15% sobre o rendimento.
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Considerações sobre o Horizonte de Investimento
Cíntia Senna ressalta que, ao investir em renda variável, é fundamental alinhar as expectativas com o horizonte de tempo. A volatilidade do mercado é inerente e inevitável, mas o investidor deve estar preparado para períodos de baixa, evitando decisões precipitadas.
Com uma visão de longo prazo, o tempo tende a diluir os ruídos do mercado, permitindo que o potencial de crescimento das empresas e dos ativos se torne mais evidente.
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Fatores que Impulsionam o Ibovespa
O desempenho do Ibovespa em 2026 foi influenciado por uma combinação de fatores internos e externos. A expectativa de queda de juros no Brasil, juntamente com a desvalorização das ações brasileiras, tornou a renda variável mais atraente para os investidores. A entrada de capital estrangeiro no país, impulsionada pela queda do dólar, contribuiu para o aumento do fluxo de investimentos na bolsa brasileira.
Impacto do Fluxo de Capital Estrangeiro
O movimento de R$ 8,7 bilhões em investimentos estrangeiros na bolsa brasileira, registrado até o dia 20 de janeiro, representou um terço do total investido por estrangeiros em 2025. As tensões geopolíticas globais, como os conflitos em Rússia, Ucrânia e Irã, também influenciaram o fluxo de capital, atraindo investimentos para o Brasil devido às altas taxas de juros.
