Fluxo Estrangeiro Impulsiona Ibovespa em Fevereiro
O mercado brasileiro continuou a receber um forte impulso de investidores estrangeiros durante o mês de fevereiro de 2026. Segundo um relatório do Itaú BBA, aportes de R$ 5,5 bilhões em ações listadas na B3, em cinco pregões, renovaram as máximas históricas do Ibovespa.
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Esse fluxo externo acumulado no segundo mês do ano ultrapassa os R$ 10 bilhões e, no acumulado de 2026, já alcança R$ 36,6 bilhões. O movimento se dá em um momento de valorização do mercado doméstico.
Análise do Fluxo e Desempenho Setorial
Enquanto os estrangeiros reforçavam suas compras, investidores brasileiros foram vendedores líquidos, retirando R$ 2,7 bilhões do mercado na semana passada. No âmbito dos fundos, dados do banco revelam que os fundos de ações ativos registraram uma saída de R$ 2,7 bilhões em fevereiro, acumulando um resgate de R$ 5,2 bilhões no ano.
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Por outro lado, os fundos multimercados (hedge funds) apresentaram uma saída de R$ 14,9 bilhões em fevereiro, mas ainda mantêm um saldo positivo de entrada líquida de R$ 6,0 bilhões no ano. A commodities também tiveram um bom desempenho, impulsionando o mercado.
Desempenho Internacional e Cenário Econômico
O relatório do Itaú BBA também expande a análise para o cenário internacional, mostrando que os mercados emergentes estão superando os desenvolvidos em diferentes períodos. Entre os emergentes, a Coreia lidera com uma alta superior a 150% em 12 meses, seguida por Colômbia e Peru.
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O Brasil registra uma valorização superior a 50% em 12 meses, reforçada pela recente melhora do fluxo para a região. Nos mercados desenvolvidos, o índice agregado de países desenvolvidos sobe cerca de 17% em 12 meses, com destaque para o Japão e Reino Unido.
Dados Econômicos e Perspectivas
A melhora do fluxo para o país também encontra respaldo nos dados divulgados pelo Banco Central, que apontam para um déficit em transações correntes menor em janeiro de 2026 (US$ 8,4 bilhões) e um superávit comercial de US$ 3,5 bilhões. O economista Rafael Perez, da Suno Research, destaca a atratividade da taxa básica de juros e o volume de Investimento Direto no País (IDP), além do nível de reservas internacionais e o superávit comercial, que tendem a crescer ao longo do ano.
Esses fatores contribuem para a rotação recente em direção a commodities e ações de maior liquidez, acompanhando a busca por valuations mais atrativos.
