Ibovespa atinge marcas históricas com expectativas de valorização em 2025

O Ibovespa alcança marcas históricas, renovando recordes há cinco sessões, impulsionado por cenário macroeconômico favorável e expectativa de cortes de juros nos EUA. O Federal Reserve (Fed) cortou as taxas em 0,25 ponto percentual (p.p.), com expectativa de mais cortes. O ETF EWZ subiu 38% no ano, enquanto o EZA subiu 47% e o EWW subiu 40%

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(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa Alcança Marcas Históricas com Expectativas de Valorização

O Ibovespa tem apresentado um desempenho notável, atingindo marcas inéditas nesta quarta-feira, 5. O principal índice acionário da B3 renova recordes há cinco sessões consecutivas, tanto em termos de máximas intradias quanto de fechamentos. Em 2025, foram registrados 22 fechamentos em recorde, impulsionados por uma série de fatores que indicam um cenário macroeconômico favorável à valorização do mercado brasileiro.

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Fatores que Impulsionam a Alta do Ibovespa

Diversos elementos contribuem para o rali da bolsa. A expectativa de início do ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, com a expectativa de mais cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), é um dos principais suportes. A melhora no ambiente comercial entre Estados Unidos, China e Brasil, juntamente com a desaceleração da inflação e a expectativa de corte de juros no Brasil, também são fatores importantes.

Cortes de Juros nos EUA e o EWZ

O corte de juros nos Estados Unidos tem um impacto significativo no Ibovespa. O Fed cortou as taxas em 0,25 ponto percentual (p.p.), um movimento que se repetiu, levando as taxas de juros para a faixa entre 3,75% e 4%. A plataforma FedWatch, do CME Group, aponta para uma expectativa de 62,5% de um novo corte de 0,25 p.p. no final do ano.

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Juros mais baixos fazem com que o capital migre dos Estados Unidos para outros países, beneficiando países emergentes, como o Brasil. O ETF EWZ, que replica o desempenho do Ibovespa, subiu 38% no ano, enquanto o EZA (ETF da África do Sul) subiu 47% e o EWW (ETF do México) subiu 40%.

Até setembro, o total de entradas líquidas de capital estrangeiro somou R$ 27,07 bilhões, incluindo IPOs e follow-ons, e R$ 26,51 bilhões, considerando apenas o mercado secundário, segundo a Elos Ayta Consultoria.

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Expectativas de Desaceleração da Inflação e Cortes de Juros no Brasil

As estratégias da JP Morgan apontam que a alta da bolsa pode ser sustentada pela desaceleração da inflação. As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central reduziram a estimativa de inflação de 2025 para 4,55%. A previsão para a Selic é de uma redução do atual patamar de 15% para 12,5% até o final do próximo ano.

Essa expectativa de queda de juros no Brasil também favorece a bolsa, já que o mercado tende a precificar antes os movimentos.

Alívio nas Tensões Comerciais e Colaboração Geopolítica

O alívio nas tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, evidenciado por um encontro na Malásia, e a colaboração entre EUA e China, com entendimentos bilaterais abrangendo desde o comércio agrícola até o congelamento de ações estratégicas, também contribuem para o apetite por risco no mercado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após se reunir com o presidente Xi Jinping em Busan, na Coreia do Sul, escreveu em sua rede social Truth Social que teve uma reunião “realmente excelente” com o presidente Xi da China.

Projeções de Valorização do Ibovespa

O desempenho do Ibovespa reacende a expectativa de investidores sobre o potencial de valorização do índice. O JP Morgan via o índice chegar aos 155 mil pontos até dezembro, enquanto a Genial Investimentos projetava um patamar de 161.200 pontos para o ano.

A XP Investimentos, por sua vez, não fez projeções específicas, mas mirou um avanço para até 170 mil pontos em 2026. A Eleven Financial projeta o Ibovespa em 175 mil pontos em 2026, podendo atingir 190 mil pontos no cenário mais otimista. Fernando Fontoura, sócio-fundador da Persevera Asset, avalia que boa parte do otimismo com o Brasil já está precificada e que o Ibovespa deve encerrar 2025 entre 135 mil e 140 mil pontos, refletindo uma fase mais conservadora.

Para 2026, a gestora mantém um viés positivo, com projeções entre 180 mil e 200 mil pontos, caso as incertezas evoluam de forma favorável.

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