Ibovespa Acelera em Dia de Inflação Baixa e Expectativa de Queda na Selic

Ibovespa Sobe em Dia de Inflação Baixa
O Ibovespa encerrou a sexta – feira (10) com alta de quase 3%, atingindo um patamar que não era visto desde maio, impulsionado por expectativas de queda na taxa Selic em agosto. O índice, principal referência do mercado acionário brasileiro, subiu 2,97%, fechando em 177.866,37 pontos, com praticamente todas as ações listadas na bolsa em alta.
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O volume financeiro negociado foi de R 25,17 bilhões.
Contexto do Mercado
O desempenho do Ibovespa veio acompanhado de um ganho de 2,18% na semana, a terceira positiva consecutiva. Em julho, o índice já havia acumulado alta de 3,40%. A expectativa de redução na taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, foi reforçada por dados de inflação divulgados pelo IBGE, que mostraram uma inflação de junho com variação de 0,16%, abaixo do esperado.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma queda significativa em relação ao aumento de 0,58% registrado em maio, e a expectativa de alta de 0,31% dos analistas da Reuters foi superada.
David Beker, chefe de economia no Brasil e de estratégia para América Latina no Bank of America, avaliou os resultados como favoráveis, destacando que a desinflação, medida por indicadores amplos como o índice de difusão e as medidas de núcleo, superou as expectativas. “Apesar de alguns itens específicos terem exercido pressão baixista sobre o resultado, a desinflação também ficou evidente em indicadores mais amplos e relevantes”, afirmou Beker, em relatório aos clientes.
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Considerando o cenário externo mais favorável, com o barril do petróleo cotado abaixo de US 80 e dados de emprego dos EUA mais fracos na semana passada, Beker projetou um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para 4 e 5 de agosto.
Apesar do cenário, o executivo alertou para o risco de um novo corte de 0,25 ponto na Selic, caso os preços do petróleo continuem em baixa.
Desempenho Setorial
Na ponta do Ibovespa, a ITAÚ UNIBANCO PN subiu 4,02%, impulsionada pelo bom desempenho do setor financeiro, que avançou 4,12%. CSN ON também se destacou, com alta de 7,92%, acompanhando a tendência dos futuros de minério de ferro na China. PETROBRAS PN subiu 1,12%, enquanto PRIO ON cedeu 0,29%, sendo a única ação com baixa no dia.
MAGAZINE LUIZA ON disparou 7,41%, impulsionada pelo alívio na curva futura de juros após a divulgação do IPCA, que apoiou empresas sensíveis a juros. MRVCO ON avançou 1,01%, com a prévia operacional do segundo trimestre também sob os holofotes, além da queda nas taxas das DIs.
Cenário Externo
Nos mercados internacionais, o SP 500 fechou em alta de 0,42%, em uma sessão de relativa calma no cenário geopolítico. O presidente norte – americano, Donald Trump, anunciou que os EUA concordaram em negociar com o Irã, após ataques do país, mas afirmou que o cessar – fogo de junho acabou.
O dólar, por sua vez, cedeu ante o real, acompanhando o recuo da moeda americana em outros mercados emergentes, devido a tensões no Oriente Médio.
O barril do petróleo Brent fechou com queda de 0,38%, a US 76,01, enquanto o WTI caiu 0,93%, a US 71,41. A expectativa de retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento global de petróleo, contribuiu para a pressão de venda.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos R 5,1078, a menor cotação de fechamento desde junho. A volatilidade do dólar foi influenciada pela divulgação do IPCA e pelo cenário de incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
Dados Financeiros
O volume financeiro total negociado na B 3 atingiu R 25,17 bilhões, refletindo o grande interesse dos investidores no Ibovespa.
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