Produção industrial do Brasil se mantém estável em novembro, aponta o IBGE. Setores como bens de capital e farmaquímicos registram alta.
A produção industrial do Brasil manteve-se estável em novembro, em comparação com outubro, após ajuste sazonal, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. A análise detalhada da publicação, disponível em formato PDF (1 MB), revela um cenário complexo com variações significativas entre os diferentes setores da indústria.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em relação a novembro de 2024, na série sem ajuste sazonal, o setor industrial apresentou uma retração de 1,2%. Apesar desse recuo mensal, a produção industrial acumulada de janeiro a novembro registrou um crescimento de 0,6%. No período de 12 meses, o crescimento foi de 0,7%, indicando uma tendência de expansão, embora moderada.
Duas das quatro principais categorias econômicas registraram queda na produção em novembro em comparação com outubro: bens de consumo duráveis (-2,5%) e bens intermediários (-0,6%). A diminuição nos bens de consumo duráveis eliminou parte da expansão de 2,8% observada no mês anterior.
Já os bens intermediários enfrentaram a terceira taxa negativa mensal consecutiva na produção, acumulando uma perda de 1,8% no período.
Os segmentos de bens de capital apresentaram um crescimento de 0,7%, com alta de 2,1% no acumulado de três meses de crescimentos consecutivos. Os bens de consumo semi e não duráveis subiram 0,6%, com um ganho de 1,5% em dois meses. Esses segmentos demonstraram resiliência em um cenário de dificuldades para outros setores da indústria.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O IBGE informou que 15 dos 25 ramos pesquisados mostraram queda na produção em novembro em comparação com outubro. Dentre os principais destaques negativos, observou-se a queda na indústria extrativa (-2,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), produtos químicos (-1,2%) e produtos alimentícios (-0,5%) e bebidas (-2,1%).
Por outro lado, 10 dos 25 ramos pesquisados registraram alta na passagem de outubro para novembro. Os segmentos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%), impressão e reprodução de gravações (18,3%), metalurgia (1,8%), produtos de metal (2,7%), produtos de minerais não metálicos (3,0%) e máquinas e equipamentos (2,0%) se destacaram pelo crescimento.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!