Preços ao Produtor no Brasil Apresentam Queda Contínua em Novembro
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (16) dados que indicam uma décima vez consecutiva de queda nos preços ao produtor no Brasil, com uma taxa de declínio de 0,37%. Essa tendência é impulsionada principalmente pelas indústrias extrativas, conforme apontado pelo órgão.
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O índice acumulado em 12 meses revela uma deflação de 3,38%, refletindo a persistência da pressão negativa sobre os preços nas atividades industriais. O Instituto monitora de perto a dinâmica de preços, buscando identificar os fatores que influenciam essa variação.
Análise Detalhada das Variações
Das 24 atividades industriais analisadas, 12 apresentaram variações negativas em novembro. O setor de indústrias extrativas se destacou com a maior queda, registrando um recuo de 3,43%. Essa situação é atribuída à sensibilidade do setor às flutuações do mercado internacional.
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Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do IBGE, explicou que “este setor acompanha de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços”.
Variações em Diferentes Categorias Econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital registraram uma variação negativa de preços de 0,01% em novembro. Bens intermediários apresentaram uma queda de 0,75%, enquanto bens de consumo avançaram 0,09%.
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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, ou seja, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. O IBGE utiliza essa ferramenta para fornecer informações sobre a dinâmica de preços e auxiliar na tomada de decisões econômicas.
