IBGE divulga: Inflação no IPCA de 2025 desacelera e atinge 4,26% em 2025

IPCA encerrou 2025 com alta de 4,26%, abaixo da meta do CMN. Aceleração em dezembro impulsionada por Transportes. Alívio na Alimentação e bebidas.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2025 com uma alta acumulada de 4,26%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã de sexta-feira, dia 9.

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Este resultado anual ficou abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 4,5%. A desaceleração no encerramento do ano demonstra uma tendência de controle da inflação.

Aceleração em Dezembro

Em dezembro, o índice apresentou uma aceleração, atingindo 0,33%. Esse aumento representou um acréscimo de 0,15 ponto percentual em relação à taxa registrada em novembro (0,18%).

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Apesar da aceleração mensal, o valor do índice em dezembro foi inferior ao verificado em dezembro do ano anterior (0,52%).

Desaceleração Anual

O resultado acumulado de 2025 (4,26%) indica uma desaceleração em relação a 2024, quando a inflação havia fechado em 4,83%.

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Impacto dos Grupos de Produtos

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o destaque de alta em dezembro foi o grupo Transportes, que subiu 0,74% e exerceu o maior impacto individual no índice do mês (0,15 p.p.).

O aumento foi impulsionado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 12,61% mais caras, e pelo transporte por aplicativo, com alta de 13,79%.

Na contramão, o grupo Habitação foi o único a registrar queda em dezembro (-0,33%), o que ajudou a segurar o índice geral. O recuo foi influenciado por ajustes nas tarifas de energia elétrica.

Análise Anual dos Grupos

Analisando o acumulado do ano de 2025, o comportamento dos preços mostrou dinâmicas distintas. O grupo Alimentação e bebidas, que tem grande peso no orçamento das famílias, apresentou uma desaceleração significativa, fechando o ano com alta de 2,95%, contra 7,69% em 2024.

A alimentação no domicílio foi a principal responsável por esse alívio, subindo apenas 1,43% no ano.

Por outro lado, o grupo Habitação, apesar da queda pontual em dezembro, foi o vilão do ano, acumulando alta de 6,79% em 2025 (acelerando frente aos 3,06% de 2024).

Outros grupos que pressionaram a inflação anual foram Educação (6,22%) e Despesas Pessoais (5,87%).

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