IBGE aponta inflação de 4,26% em 2025, menor desde 2018. Redução na alimentação impulsiona resultado positivo. Veja mais!
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 9, que a inflação no Brasil fechou o ano de 2025 com uma taxa de 4,26%. Este é o menor acumulado registrado desde 2018.
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A redução da inflação foi impulsionada, principalmente, pela desaceleração nos preços de alimentos e bebidas. Economistas apontam que, em 2025, esse grupo apresentou uma variação de 2,95%, em comparação com os 7,69% registrados no ano anterior.
O custo da alimentação no domicílio diminuiu de 8,23% para 1,43%.
Apesar da queda na alimentação, alguns itens continuaram com altas significativas. Transportes por aplicativo, café moído, chocolate e energia elétrica foram os principais responsáveis por essa pressão inflacionária no período.
Segundo André Braz, economista da FGV, o resultado positivo se deveu ao bom desempenho dos preços de alimentos. “A alimentação praticamente não subiu em termos reais em 2025, perdendo para a inflação média. Essa foi a boa notícia e foi decisivo para que o IPCA ficasse dentro do intervalo de tolerância rapidamente”, explicou.
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Alexandre Maluf, economista da XP, ressaltou a aceleração de bens industrializados e a alta de serviços, especialmente os intensivos em mão de obra.
A deflação na energia elétrica também contribuiu para moderar o IPCA, conforme apontado por Maluf.
Outros grupos de produtos e serviços do IPCA apresentaram as seguintes variações no acumulado de 2025: Artigos de residência (-0,28%), Vestuário (4,99%), Transportes (3,07%) e Comunicação (0,77%).
No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, e o agregado de preços monitorados pelo governo subiu de 4,66% para 5,28%.
Saúde e cuidados pessoais registraram uma alta de 0,52% com um impacto de 0,07 p.p. Artigos de residência apresentaram 0,64% e 0,02 p.p. Vestuário, 0,45% e 0,02 p.p. Comunicação, 0,37% e 0,02 p.p. Despesas pessoais, 0,36% e 0,04 p.p. Alimentação e bebidas, 0,27% e 0,06 p.p. Educação, 0,08% e 0,00p.
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